Um ano após a morte de Preta Gil, o Brasil revive a história da cantora através de homenagens exibidas pela Globo e pelo Globoplay. Em entrevista ao EXTRA, Nara Gil, irmã mais velha da artista, revelou um segredo guardado por anos: ela também enfrentou um câncer no intestino, diagnosticado em 2013-2014, antes de Preta descobrir a mesma doença, que a levou a óbito em 2025.
“Estou abrindo agora para você: eu tive câncer no intestino. Foi em 2013, 2014. Passei por cirurgia, quimioterapia, e no meu caso foi mais fácil de resolver”, contou Nara. A semelhança entre os diagnósticos aproximou ainda mais as irmãs durante o tratamento de Preta, mas também trouxe um questionamento que Nara carregou em silêncio: “A gente conversava sobre a doença, os sintomas, as sequelas. Para mim, foi difícil acompanhar o processo dela. Eu me perguntava: por que com ela não poderia ser como foi para mim?”
Documentário e série celebram a vida de Preta
As novas produções mostram mais facetas de Preta. Exibido na Globo, “Preta – eu não ando só” nasceu de um desejo da própria cantora, que queria documentar sua jornada durante o tratamento. O filme é um retrato construído a partir de registros feitos pela própria artista e pelos amigos. Já a série do Globoplay, “Meu nome é Preta”, resgata desde cenas da infância até histórias recentes, em quatro episódios, que serão lançados semanalmente até o aniversário da cantora, em agosto.
Nara Gil também participa da série, relembrando a irmã ao lado de outros parentes. Ela conta que cada membro da família lidou com o luto de forma diferente, mas todos respeitaram a vontade de Preta de abrir sua intimidade para os fãs. “Cada um vive o luto do seu jeito. Flora (a madrasta) gosta de ir à missa. Eu gosto mais de ficar quietinha, sabe? Mas para celebrar a vida dela é legal que a gente fale. Foi muito bom sentar com minhas irmãs e ouvir o que cada uma sente. Dá um sentimento de união muito bonito”, resume Nara.
Força da família e legado de Preta
Apesar da dor, Nara reconhece o sentido por trás da escolha da irmã de expor sua jornada ao público. “Pela vida dela, fez todo o sentido ela querer abrir essa história. Muita gente se sentiu representada e foi buscar um diagnóstico também”, afirma. Ela destaca a força da família: “Ao longo da vida, eu cultivei uma paz interior, espelhada no meu pai. Conviver com ele deu essa dimensão para a gente. Sou irmã e sei a dor de perdê-la, mas ele é pai, e Drão (Sandra Gadelha) é mãe. Perder um filho é uma coisa que... Deus me livre. Então vê-los continuando nos dá força.”
As homenagens a Preta Gil continuam emocionando fãs e amigos. O amigo Gominho comentou sobre a emoção ao ver as homenagens: “Reviver isso é puxado”. As produções do Globoplay e da Globo mantêm vivo o legado da cantora, que uniu tantas pessoas em torno de sua história de luta e superação.



