Bordão 'É justo, é muito justo, é justíssimo' surgiu de improviso de José Wilker em 'Renascer'
Bordão de 'Renascer' surgiu de improviso de José Wilker

O bordão “É justo, é muito justo, é justíssimo”, imortalizado pelo Coronel Belarmino na novela “Renascer” (1993), nasceu de um improviso do ator José Wilker. A revelação foi feita pelo próprio Wilker em depoimento ao Memória Globo, projeto de preservação da história da emissora.

O improviso que virou bordão nacional

Segundo Wilker, que viveu o personagem entre 1944 e 2014, a cena era um plano-sequência longo que começava na parte externa da casa e entrava pelo corredor, com a câmera acompanhando o armazenamento do cacau. “Até chegar a uma sala, em que mostrava as pernas do meu personagem. (Quando subiu ao rosto), pensei: ‘Esqueci, não sei o que dizer’. Aí falei: ‘É justo, é muito justo, é justíssimo’”, contou o ator.

A partir daí, Wilker passou a repetir a frase sempre que podia. “Isso me deu não só o sotaque do personagem, como virou bordão que até hoje as pessoas falam”, completou. O bordão se tornou um dos mais memoráveis da teledramaturgia brasileira, associado ao Coronel Belarmino de “Renascer”, novela escrita por Benedito Ruy Barbosa.

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Legado de Benedito Ruy Barbosa

O autor de novelas Benedito Ruy Barbosa, criador de “Renascer” e de outros grandes sucessos, faleceu nesta terça-feira (7), aos 95 anos. Sua obra marcou gerações com personagens icônicos e tramas que abordavam a cultura brasileira, especialmente o universo rural e a produção de cacau no sul da Bahia.

O improviso de José Wilker não apenas salvou a cena, mas também eternizou uma expressão que transcendeu a ficção e entrou para o vocabulário popular. O bordão é frequentemente lembrado em memes, homenagens e referências culturais, comprovando o poder da criatividade em momentos de aperto.

Impacto cultural e popularidade

A frase “É justo, é muito justo, é justíssimo” é um exemplo de como um improviso pode se tornar um fenômeno. Até hoje, o bordão é usado em situações cotidianas e em referências à novela, que foi um marco na TV brasileira. A cena original, com o plano-sequência e o improviso, é lembrada como um dos momentos mais emblemáticos da carreira de José Wilker e da própria “Renascer”.

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