A Organização das Nações Unidas (ONU) revisou para baixo sua projeção de crescimento econômico global para 2026, estimando agora uma expansão de 2,5% do PIB mundial, ante 3,0% previstos para 2025. O número representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação à estimativa divulgada em janeiro e fica bem abaixo das taxas pré-pandemia de Covid-19.
De acordo com o relatório 'Situação Econômica Mundial e Perspectivas', a crise no Oriente Médio reacendeu pressões inflacionárias e elevou a incerteza global. Para 2027, a ONU projeta uma recuperação modesta, com crescimento de 2,8%, sustentada por mercados de trabalho sólidos, demanda resiliente e investimentos em inteligência artificial.
Os impactos mais severos devem ocorrer na Ásia Ocidental, onde o crescimento deve cair de 3,6% para 1,4%, devido a danos em infraestrutura, comércio e turismo. Nos Estados Unidos, a economia deve crescer 2,0% em 2026, praticamente estável, apoiada pela demanda doméstica e tecnologia. Já a União Europeia deve desacelerar de 1,5% para 1,1%, e o Reino Unido, de 1,4% para 0,7%, ambos pressionados pela dependência de energia importada.
Na China, a projeção de crescimento caiu de 5,0% para 4,6%, enquanto na Índia a expectativa é de desaceleração de 7,5% para 6,4%. A ONU alerta que o aumento dos preços da energia gerou ganhos para o setor, mas elevou custos para famílias e empresas. Nas economias desenvolvidas, a inflação deve subir de 2,6% em 2025 para 2,9% em 2026; nos países em desenvolvimento, de 4,2% para 5,2%.



