Endividamento recorde das famílias brasileiras atinge 80,9% em abril
Endividamento recorde das famílias brasileiras atinge 80,9% em abril

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,9% em abril, o maior nível da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A inadimplência também permanece elevada, em 29,6% das famílias.

O cenário contrasta com indicadores econômicos favoráveis: desemprego em mínima histórica de 6,1% no trimestre encerrado em março, renda média mensal acima de R$ 3.722 e crescimento do PIB pelo quinto ano consecutivo.

Segundo o economista Flávio Ataliba, pesquisador do FGV Ibre, a melhora no mercado de trabalho não foi suficiente para aliviar o orçamento das famílias. Fatores como custo de vida elevado, crédito caro e dependência de financiamentos explicam o fenômeno.

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Após juros baixos durante a pandemia, a Selic subiu para 13,75% em agosto de 2022 e chegou a 15% ao ano em junho de 2025, o maior patamar desde 2006. O comprometimento da renda com dívidas bancárias atingiu 29,3% em janeiro, recorde histórico.

O governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil, segunda edição do programa de renegociação de dívidas, com expectativa de impactar até 20 milhões de pessoas e renegociar até R$ 58 bilhões em débitos.

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