A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 ganha força a partir desta semana, com destaque para os números da WEG (WEGE3) na quarta-feira (22), antes da abertura do mercado. As projeções de analistas indicam um cenário polarizado: enquanto setores ligados a commodities devem impulsionar os lucros, segmentos domésticos sofrem com a Selic a 14,25% e crédito restrito.
Macro pesa mais que operação, avalia CEO da MA7 Capital
André Matos, CEO da MA7 Capital, projeta uma temporada morna, com o macro pesando mais do que a operação das empresas. “O grande protagonista desse trimestre é a Selic em 14,25%, e ela machuca de dois jeitos. Encarece a despesa financeira de quem está endividado e ainda freia consumo e crédito, então quem depende do bolso do brasileiro tende a mostrar margem apertada. Por isso, o mercado espera mais pressão nos setores sensíveis a juros, como varejo, construção e educação, e também nas aéreas, que ainda apanham do combustível caro”, avalia.
Do outro lado, alguns segmentos devem sustentar bons números. Para o analista, os bancos tendem a entregar resultados sólidos, ainda que com atenção redobrada à inadimplência. Distribuição de combustíveis, saúde e locação de veículos aparecem como candidatos a surpresas positivas. “Nas commodities a leitura é mista, o petróleo mais caro ajuda a Petrobras (PETR4), mas o minério mais fraco tende a pressionar a Vale (VALE3) e as siderúrgicas”, aponta.
Bradesco BBI projeta crescimento robusto de 38% nos lucros
Para a equipe de estrategistas do Bradesco BBI, liderada por Pedro Grimaldi, a expectativa é de um crescimento robusto de lucros: 38% em relação ao ano passado. O banco vê algumas forças explicando este número. Em primeiro lugar, as commodities partiriam de uma base fraca: os setores de Energia e Materiais Básicos sofreram muito no ano passado, então qualquer melhora aparece amplificada nos resultados. Em segundo lugar, as empresas domésticas devem surpreender positivamente: mesmo com os juros reais mais altos do planeta, os lucros dessas empresas devem crescer cerca de 20%. Ou seja, o consumidor está mais resiliente do que o mercado supunha.
Neste sentido, os analistas destacam destaques e lanternas. As elétricas devem liderar o avanço dos resultados, com crescimento estimado de 53%, enquanto consumo discricionário aparece como o principal destaque negativo, com previsão de queda de 24% nos lucros.
Santander vê resultados seletivos e revisões para baixo em varejo e construção
O Santander também vê expectativa de forte concentração dos ganhos em empresas ligadas a commodities, especialmente Petróleo e Gás, enquanto setores domésticos devem mostrar desaceleração, com atenção para varejo, construção residencial e bancos, que devem registrar revisões para baixo.
“As revisões recentes nas estimativas de consenso para o segundo trimestre de 2026 (2T26) reforçam um cenário de resultados cada vez mais seletivo entre os setores. O setor de Óleo e Gás destaca-se como o caso positivo evidente, apresentando revisões para cima tanto no lucro líquido quanto no Ebitda ao longo dos últimos um e três meses — reflexo, em grande medida, dos preços mais elevados do petróleo durante o período”, aponta a equipe de análise do Santander.
Já os setores de Saúde e Propriedades Geradoras de Renda também registraram revisões positivas nas estimativas de Ebitda, enquanto o setor de Bens de Capital apresentou uma melhora notável nas expectativas de lucro líquido para o horizonte de um mês. Por outro lado, apontam, os setores de Varejo, Construção Civil e Bancos sofreram revisões generalizadas para baixo em suas expectativas de resultados, em consonância com um ambiente ainda desafiador, marcado por taxas de juros reais elevadas e condições de crédito mais restritivas.
“Em suma, as revisões nas estimativas de consenso para o 2T26 apontam para um cenário de resultados polarizado: as empresas de Óleo e Gás, de modo geral, beneficiam-se de um ambiente de preços mais favorável, ao passo que os setores voltados ao mercado interno permanecem sob pressão devido às condições financeiras restritivas”, avalia.
Expectativas de crescimento médio para o universo coberto pelo Santander
Para o universo de empresas brasileiras coberto pelo Santander, a expectativa é de crescimento médio anual de aproximadamente 10% na receita líquida, 23% no Ebitda e 20% no lucro líquido no segundo trimestre de 2026. Os setores ligados a commodities devem ser os principais responsáveis pelo avanço dos resultados, especialmente Petróleo & Gás, beneficiados por um ambiente de preços mais favorável ao longo do trimestre. O Santander estima crescimento médio de cerca de 11% na receita líquida e de 33% no Ebitda para as companhias expostas a commodities.
Nos setores domésticos, o banco projeta crescimento médio de 10% na receita líquida, 8% no Ebitda e 10% no lucro líquido. Embora os resultados devam permanecer saudáveis, o ritmo de expansão tende a desacelerar em relação ao 1T26, refletindo um ambiente ainda desafiador de juros reais elevados e condições de crédito mais restritivas.
Mineração, siderurgia e papel & celulose
No segmento de Metais & Mineração, o Santander espera que a Vale (VALE3) apresente resultados sólidos, apoiados por um ambiente de preços favorável, apesar de desafios operacionais típicos. Os embarques de minério de ferro devem crescer na comparação anual, enquanto a divisão de Metais para Transição Energética continuará contribuindo de forma relevante para os resultados, beneficiada pelos preços mais elevados de cobre e níquel, apesar de volumes menores na comparação sequencial.
Por outro lado, o Itaú BBA acredita que a Vale deva enfrentar pressão de custos e preços mais baixos. Na visão do banco, o Ebitda proforma deve cair 7% em base trimestral, para US$ 3,63 bilhões. No segmento de ferrosos, o aumento de 16% nos embarques deve ser mais que compensado pela alta de US$ 2/t no custo C1, para US$ 30,1 por tonelada, pressionado pelo real mais forte. Em metais básicos, o Ebitda deve recuar 11% no trimestre, para US$ 1,06 bilhão, com preços mais altos de cobre e níquel sendo compensados por menores volumes, menor receita com subprodutos e custos maiores.
Para as siderúrgicas, o Santander aponta que as margens devem permanecer relativamente resilientes no trimestre. Embora os spreads domésticos do aço ainda estejam abaixo dos níveis do 2T25, a menor pressão das importações e um ambiente de preços mais favorável nos Estados Unidos devem sustentar parcialmente os resultados. O Itaú BBA vê a Gerdau (GGBR4) como o maior destaque positivo, com projeção de crescimento de 11% do Ebitda em margem trimestral.
Em Papel & Celulose, o Santander tem a expectativa de uma temporada mais forte, impulsionada por preços realizados mais elevados da celulose nos principais mercados, o que deve levar a um crescimento sequencial do Ebitda do setor. Olhando para as empresas do setor, o Itaú BBA vê a Klabin se destacando pela resiliência, com avanço tanto em celulose como em papel e embalagens, favorecida por uma base de comparação mais fraca, já que não teve no segundo trimestre a parada da fábrica de Monte Alegre. Irani (RANI3) também deve apresentar um trimestre mais forte, com ausência de paradas para manutenções e demanda resiliente por papelão ondulado.
Energia, combustíveis e petroquímica
O Santander espera um 2T26 forte para as empresas de Energia e Químicos, impulsionado principalmente pela alta do Brent e pelas interrupções globais de oferta decorrentes dos conflitos geopolíticos. Em Petróleo & Gás, as maiores apostas são Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3). Na visão do Goldman Sachs, a Petrobras deve se destacar entre as petroleiras estatais da América Latina no segundo trimestre de 2026, apoiada por crescimento da produção, preços mais altos do petróleo e forte geração de caixa — ainda que o cenário traga desafios relevantes ligados à política de preços e subsídios no Brasil. A projeção é de um Ebitda ajustado de cerca de US$ 17 bilhões no período, 5% acima do consenso de mercado, impulsionado principalmente por alta de 6% na produção em relação ao primeiro trimestre e pela valorização do Brent. O Goldman estima ainda pagamento de cerca de US$ 3,4 bilhões em dividendos no trimestre, o que implica um yield de aproximadamente 3,1%.
Já no segmento de distribuição de combustíveis, o Santander projeta um trimestre robusto, sustentado por expansão significativa das margens diante de uma dinâmica de oferta mais apertada e de um ambiente competitivo mais favorável no Brasil. Para o setor petroquímico, a expectativa é de melhora sequencial dos resultados, refletindo spreads mais elevados em meio às tensões no Oriente Médio.
Bancos: Bradesco como destaque positivo
Entre os bancos, analistas de mercado esperam mais um trimestre sólido para o Bradesco (BBDC4), em meio à melhora gradual dos lucros, mantendo a qualidade dos ativos sob controle e crescimento da carteira de crédito. A XP aponta que o Bradesco deve ser o destaque positivo do trimestre, com forte momentum de receitas, crescimento saudável em linhas de crédito com garantia e qualidade de ativos estável sustentando mais um trimestre de recuperação dos resultados. “Projetamos lucro líquido de R$ 7,0 bilhões (+15% ano a ano e +2% na base trimestral), com o crescimento das receitas devendo se destacar como o principal vetor positivo do trimestre”, apontam os analistas da XP.
Para o Itaú Unibanco (ITUB4), o Santander tem a projeção de mais um trimestre consistente, apoiado pelo crescimento da margem financeira (NII). Embora os resultados não devam surpreender, devem reforçar a qualidade do modelo de negócios e a resiliência do crédito. A XP vê mais um trimestre resiliente para o Itaú, mas uma geração mais fraca de receitas de tarifas deve representar o principal fator de pressão, parcialmente compensado por menores despesas e uma alíquota de imposto mais baixa.
No caso do BTG Pactual (BPAC11), o Santander espera um trimestre um pouco mais fraco, refletindo menor atividade dos clientes e um mercado de capitais mais morno em meio à volatilidade. Já para o Banco do Brasil (BBAS3), a expectativa é de apenas uma melhora modesta, com as provisões permanecendo como principal obstáculo ao crescimento dos lucros. A qualidade da carteira do agronegócio segue como principal foco dos investidores.
A XP também projetou os números do Santander Brasil (SANB11), com a projeção de um trimestre desafiador, à medida que a pressão sobre o NII com clientes e o aumento das provisões, impulsionado pelas novas regras de write-off e por ventos contrários relacionados ao segmento de atacado, continuam pesando sobre a rentabilidade. Como resultado, projeta lucro líquido de R$ 3,4 bilhões (-8% ano a ano e -11% na base trimestral).
Varejo e shoppings: consumo seletivo
No varejo, o Santander vê um ambiente de consumo mais seletivo no 2T26. A resiliência do mercado de trabalho deve compensar parcialmente a desaceleração da atividade econômica. Já para o Banco Safra, o ambiente macroeconômico mais desafiador, combinado ao elevado endividamento das famílias e à competição crescente no varejo, continua pressionando a demanda e aumentando a volatilidade operacional das companhias. Nesse cenário, a execução operacional continuará sendo o principal diferencial. O Santander destaca a Smart Fit (SMFT3) de forma positiva, enquanto Natura (NATU3), Pague Menos (PGMN3) e Grupo Mateus (GMAT3) tendem a registrar desempenhos trimestrais mais fracos.
As administradoras de shopping centers devem apresentar mais um trimestre robusto, sustentado por vendas resilientes dos lojistas, ocupação saudável e níveis ainda controlados de inadimplência, avalia o Santander. O banco projeta crescimento de vendas nas mesmas lojas (SSS) em ritmo de um dígito médio, embora inferior ao observado no 1T26. A demanda por espaços em ativos dominantes e de alta qualidade deve continuar favorecendo o desempenho operacional.
Telecomunicações: trimestre sólido para Vivo e TIM
De forma geral, as instituições financeiras esperam um trimestre sólido para as operadoras de telefonia, sustentado pelo crescimento das receitas de serviços móveis e pela continuidade dos ganhos de eficiência. Para o Santander, tanto Vivo (VIVT3) quanto TIM (TIMS3) devem mostrar melhora nas tendências operacionais em relação ao trimestre anterior. As duas operadoras devem reportar crescimento saudável da receita de serviços móveis, embora a Vivo deva continuar superando a TIM nesse indicador. O Santander também espera retomada da expansão das margens EBITDA, levando a um crescimento de aproximadamente 7% do EBITDA para ambas as empresas.
A XP projeta receita líquida de R$ 15,6 bilhões para Vivo, alta de 6,4% na comparação anual, impulsionada principalmente pela receita de serviços móveis (MSR), estimada em R$ 10,2 bilhões, também com avanço de 6,4%. Segundo a casa, os reajustes implementados em cerca de 70% da base pós-paga continuam sendo bem absorvidos pelos clientes, sem sinais relevantes de resistência. Para a TIM, a XP Investimentos projeta receita líquida de R$ 7 bilhões, alta de 5,8% na comparação anual, enquanto a receita de serviços móveis deve crescer 4,6%, para R$ 6,4 bilhões.
Saúde: melhora operacional na Rede D'Or e Bradesco Saúde
Gustavo Tiseo, analista da XP, espera que o 2T26 reforce ainda mais a melhora das tendências operacionais tanto da Rede D’Or (RDOR3) quanto da BradSaúde (SAUD3), trazendo sinais importantes para o restante de 2026. Na Rede D’Or, o sólido desempenho hospitalar deve continuar sustentando a expansão de margens, enquanto a SulAmérica deve apresentar um índice de sinistralidade de 79,1%, representando uma melhora de 2,8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. Na Bradesco Saúde, a melhora dos indicadores de sinistralidade e a aceleração do crescimento orgânico devem sustentar mais um trimestre sólido, com lucro líquido estimado em R$ 930 milhões. A XP também espera um trimestre forte para o Fleury (FLRY3), impulsionado pelo robusto crescimento orgânico e por uma modesta expansão de margens, enquanto a Blau (BLAU3) deve reportar resultados mais fracos em meio à desaceleração da receita.
Bens de capital: Embraer como destaque
A XP vê a Embraer (EMBJ3) como o destaque desta temporada de resultados, enquanto Randoncorp (RAPT4) e Kepler Weber (KEPL3) enfrentam uma perspectiva relativamente mais fraca no 2T26. Para Embraer, a expectativa é de resultados sustentados por melhores entregas e mix mais favorável, com espaço para uma discussão mais construtiva sobre rentabilidade. Para WEG, por sua vez, espera-se que o crescimento permaneça limitado pelo câmbio e por restrições de capacidade, embora uma melhora sequencial de margem versus o nível excepcionalmente fraco do 1T26 deva ser um ponto positivo. Dentro de Autopeças, projeta que um mercado persistentemente desafiador de veículos pesados (particularmente no Brasil) continue pesando sobre a Randoncorp, mas vê sinais iniciais de uma inflexão de lucros nos EUA como um potencial gatilho para Tupy (com melhoras mais relevantes esperadas a partir do segundo semestre). Enquanto isso, embora Frasle (FRAS3) e Marcopolo (POMO4) devam reportar receitas resilientes, vê alguns sinais de atenção, especialmente preocupações relacionadas ao crescimento na Frasle e um ambiente menos favorável de mix/câmbio pesando sobre a rentabilidade da Marcopolo.
Alimentos e bebidas: JBS pressionada, AmBev sólida
Na visão do JPMorgan, a MBRF (MBRF3) espera uma melhora modesta em relação ao 1º trimestre, mas não prevê que os resultados atuem como um gatilho relevante para as ações. O banco projeta um Ebitda de R$ 3,23 bilhões para o 2º trimestre – cerca de 3% acima do consenso e com altas de 7% na comparação anual e 4,4% na trimestral. “Observamos uma melhora sequencial em todas as unidades de negócios, impulsionada pelas margens de alimentos processados no Brasil e de frango no mercado internacional. As operações de carne bovina nos EUA (National Beef) devem continuar desafiadoras, mas esperamos que a empresa mantenha margens positivas, sustentada por um mix de vendas mais favorável em relação à média do setor”, avalia o banco.
Com relação à JBS (BDR: JBSS32), a XP projeta margens mais fracas, pressionadas pela alta dos preços do gado e pela compressão dos spreads. No setor de bebidas, a XP projeta que a AmBev (ABEV3) entregue um sólido 2T26, sustentado principalmente por bases de comparações mais fáceis em Cerveja Brasil e pela contínua execução de sua estratégia operacional, embora os amplamente discutidos ventos favoráveis para 2026 tenham ficado abaixo das suas expectativas. O Itaú BBA espera um Ebitda de R$ 6,5 bilhões. No segmento de cerveja no Brasil, a expectativa é de crescimento de volume de 8% na comparação anual, número que já parece refletido nas expectativas do mercado após os resultados acima do esperado no primeiro trimestre de 2026.
Ações para ficar de olho: destaques positivos e negativos
O Santander acredita que os principais destaques positivos da temporada serão: Bradesco (BBDC4); Fras-le (FRAS3); Gerdau (GGBR4); Multiplan (MULT3); Nubank (BDR: ROXO34); Petrobras (PETR4); PRIO (PRIO3); Smart Fit (SMFT3); TIM (TIMS3) e Usiminas (USIM5).
Principais teses: Bradesco (BBDC4): lucro recorrente estimado em R$ 6,97 bilhões, alta de 15% em um ano, com ROAE de 16%. Gerdau (GGBR4): demanda mais forte no Brasil e forte desempenho da operação norte-americana devem sustentar Ebitda consolidado de R$ 3,4 bilhões. Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3): devem se beneficiar da alta do petróleo e da boa execução operacional, compensando o impacto do imposto de exportação de petróleo. Smart Fit (SMFT3): crescimento de 22% da receita e de 12% do lucro líquido, apoiado pelo forte desempenho da TotalPass. TIM (TIMS3): crescimento esperado de 6% da receita e de 7,2% do Ebitda, com recuperação de margens.
Na outra ponta, o Santander acredita que os resultados mais decepcionantes da temporada podem vir de: Aura Minerals (AURA33); Banco do Brasil (BBAS3); Grupo Mateus (GMAT3); Inter (INBR32); JBS (BDR: JBSS32); Marcopolo (POMO4); Natura (NATU3) e Pague Menos (PGMN3). Banco do Brasil (BBAS3): provisões elevadas e incertezas envolvendo a carteira agro continuam pressionando os resultados. Grupo Mateus (GMAT3): expectativa de queda de 7,5% nas vendas nas mesmas lojas e compressão de margens. Natura (NATU3): o banco projeta queda de aproximadamente 10% da receita, impactada por atualizações de sistemas e mudanças nas políticas comerciais. Pague Menos (PGMN3): desaceleração das vendas e menor expansão de margens em comparação ao início do ano. Marcopolo (POMO4): combinação de mix menos favorável, queda da rentabilidade das exportações e redução das entregas ligadas a programas governamentais deve pressionar os números.



