Petróleo em alta: Petrobras, PRIO e PetroReconcavo disparam após ataques ao Irã
Petróleo em alta: Petrobras, PRIO e PetroReconcavo sobem

O petróleo Brent avançou mais de 7% no after market após novos ataques dos EUA ao Irã, elevando as ações de petroleiras brasileiras como Petrobras, PRIO e PetroReconcavo. O aumento reflete a tensão geopolítica no Oriente Médio, que ameaça a oferta global de petróleo e impulsiona os preços.

Impacto imediato nos mercados

Com a escalada do conflito, o barril do Brent superou os US$ 90, gerando ganhos expressivos para empresas do setor. A Petrobras, maior estatal brasileira, viu suas ações preferenciais (PETR4) subirem mais de 5% no pregão seguinte. A PRIO, empresa independente de óleo e gás, registrou alta de 8%, enquanto a PetroReconcavo avançou 6%.

Segundo analistas do mercado financeiro, o movimento é típico de períodos de incerteza geopolítica. “O petróleo é um ativo sensível a conflitos no Oriente Médio. Qualquer interrupção na produção ou no transporte eleva os preços rapidamente”, explicou um especialista da XP Investimentos.

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Quem ganha e quem perde com o petróleo mais caro

Além das petroleiras, outros setores são impactados. Empresas de energia e logística podem se beneficiar, enquanto companhias aéreas e transportadoras sofrem com o aumento dos custos de combustível. A Vale, por exemplo, que depende de minério de ferro e não de petróleo, não é diretamente afetada, mas o cenário global pode influenciar suas operações.

No mercado doméstico, a inflação é uma preocupação. O diesel e a gasolina mais caros pressionam os custos de transporte e produção, o que pode levar o Banco Central a manter a taxa Selic elevada por mais tempo.

Guerra no Irã: EUA anunciam fim de nova onda de ataques

Os Estados Unidos declararam o fim de uma nova onda de ataques contra o Irã, mas o Estreito de Ormuz segue sob ameaça. A região é crucial para o escoamento do petróleo do Oriente Médio, e qualquer bloqueio pode causar uma disparada ainda maior nos preços.

“O mercado está volátil. Acompanhamos de perto as movimentações diplomáticas e militares”, afirmou um analista do banco Itaú BBA.

Outras ações em destaque

Além das petroleiras, o mercado acompanha outros papéis. A Direcional registrou vendas líquidas de R$1,7 bilhão no 2º trimestre, em linha com o ano anterior. A Ambipar assinou acordo de apoio com credores para reestruturação. A SLC Agrícola comprou 8,9 mil hectares no Mato Grosso por R$ 669 milhões. Já a Vale e a Méliuz também estão no radar dos investidores.

O Ibovespa rompeu as médias móveis e opera em alta, puxado pelo petróleo e pelo setor de commodities.

Perspectivas para o curto prazo

Analistas recomendam cautela. Apesar do otimismo com o petróleo, a guerra no Oriente Médio pode se prolongar, gerando volatilidade. O governo brasileiro, por meio da Petrobras, pode optar por segurar os preços dos combustíveis internamente para conter a inflação, o que impactaria os lucros da estatal.

“A Petrobras tem política de paridade de preços, mas em momentos de crise o governo pode intervir. Isso é um risco para investidores”, alertou um analista da Genial Investimentos.

No cenário internacional, o petróleo Brent deve continuar elevado enquanto durar o conflito. A expectativa é de que os preços se mantenham acima dos US$ 90 nos próximos meses.

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