O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta quarta-feira (6) para Washington, onde se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7). A agenda inclui negociações para um acordo de combate ao crime organizado, tema de interesse comum, e discussões comerciais para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Enquanto Lula busca avanços externos, internamente a PEC da Segurança Pública enfrenta entraves. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não designou relator para a proposta, aprovada pela Câmara em dois turnos em março com ampla maioria (461 a 14 no segundo turno). A demora preocupa o governo, que vê na PEC uma prioridade para este ano e uma ferramenta eleitoral, já que segurança pública é um ponto fraco na avaliação popular.
A equipe de Alcolumbre afirma que na próxima semana ele anunciará um cronograma de votações até o recesso parlamentar, com expectativa de inclusão da PEC. No entanto, o governo teme que a proximidade das eleições impeça a aprovação a tempo.
Na frente comercial, Lula pretende convencer Trump de que o Brasil não pratica comércio desleal que justifique aumento de tarifas. Como contrapartida, oferecerá parcerias com empresas americanas para exploração de terras raras. O presidente deve levar o projeto de regulamentação de minerais críticos, aprovado pela Câmara, para apresentar à equipe americana.
A equipe de Lula está otimista quanto ao encontro, avaliando que há chances de avanço no combate ao crime organizado, tema que também interessa a Trump.



