O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio surpreendeu o mercado ao romper o teto da meta de inflação, acendendo um sinal de alerta no Banco Central. O resultado, divulgado nesta semana, coloca pressão sobre a decisão da taxa Selic, que pode ser mantida ou até elevada, contrariando expectativas de corte.
Contexto econômico
A inflação acumulada em 12 meses ultrapassou o limite superior da meta, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional. Especialistas apontam que os preços de alimentos e combustíveis foram os principais vilões. O IPCA de maio registrou alta de 0,47%, acima das projeções.
Impacto nos mercados
A Bolsa brasileira teve a pior fuga de capital estrangeiro desde 2022, com investidores buscando refúgio em ativos mais seguros. O Ibovespa caiu mais de 2% no dia do anúncio. Analistas veem cenário de incerteza para os próximos meses.
Enquanto isso, o plano chinês de autossuficiência agrícola preocupa o agronegócio brasileiro. Ações do setor caíram na B3, com destaque para perdas de empresas como Raízen, que anunciou apoio de 80,15% ao plano de recuperação extrajudicial.
Reações do mercado
O JPMorgan elevou as recomendações de Tupy e Iochpe para compra, enquanto cortou Randoncorp para venda. As ações reagiram de forma mista. Já a Vale viu como positiva a troca no conselho pedida pela Previ, segundo bancos.
No cenário internacional, as ações da SpaceX subiram 17% na estreia, avaliando a empresa em mais de US$ 2 trilhões. O mercado de luxo também se destaca: a Rolex subiu novamente os preços de relógios de ouro, sem afetar a demanda dos super-ricos.



