Ibovespa futuro abre estável com acordo EUA-UE e projeção da Selic no radar
Ibovespa futuro abre estável com acordo EUA-UE e projeção da Selic no radar

O Ibovespa futuro abriu esta segunda-feira (28) em estabilidade, com leve alta de 0,01%, aos 134.190 pontos. Após a abertura, o indicador se manteve estável, com tímida alta de 0,09%, aos 134.260 pontos. As atenções do mercado estão no acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia (UE) e novas projeções para a economia em semana de decisão da Selic.

As bolsas europeias têm alta modesta após os EUA reduzirem as tarifas comerciais da UE. Os futuros de Nova York também estão no azul e o dólar hoje avança ante maioria das moedas de economias desenvolvidas e emergentes. No câmbio local, a moeda americana abriu em alta de 0,32%, negociada a R$ 5,5796.

O principal índice da B3 pode se apoiar na valorização dos índices futuros de Nova York e da alta do petróleo, que reverte parte das perdas da semana passada. Por outro lado, a proximidade do prazo das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, e o recuo de 1,75% do minério de ferro devem pressionar o desempenho do Índice Bovespa hoje.

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O EWZ, principal fundo de índice brasileiro negociado em Nova York, operava em queda de 0,11% no pré-mercado, sinalizando que o índice pode ser prejudicado diante da falta de acordo entre Brasil e EUA. Trump fechou no domingo (27) um acordo entre EUA e UE e cobrará 15% de tarifa sobre as exportações do bloco europeu. Para outros países, incluindo o Brasil, a entrada das tarifas está mantida para 1° de agosto.

O boletim Focus do Banco Central atualizou as previsões para os principais indicadores econômicos. A mediana das projeções para a inflação brasileira em 2025 mostrou novo recuo, indo de 5,10% para 5,09%, acima do teto da meta (4,50%). Quanto aos juros, a expectativa é de manutenção da Selic em 15%. Nesta semana, o Copom deve trazer novo rumo dos juros no Brasil, na chamada “Super Quarta”.

A semana promete fortes emoções para o mercado brasileiro. A tarifa de 50% anunciada pelos EUA sobre produtos importados do Brasil entra em vigor na sexta-feira. Até o momento, não há qualquer sinal público de avanço nas negociações entre os dois países. Segundo reportagem do Estadão, o governo Trump estaria preparando uma nova rodada de sanções contra autoridades brasileiras, o que pode aprofundar a crise diplomática.

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