O Ibovespa fechou em alta de 0,35% nesta quinta-feira (19), aos 180.270,62 pontos, refletindo decisões de política monetária ao redor do mundo e a alta do petróleo. O mercado acompanhou anúncios dos bancos centrais da Inglaterra, zona do euro e China, além de repercutir as decisões de Brasil e Estados Unidos na véspera.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,75%, conforme esperado, e sinalizou continuidade do ciclo de cortes. O movimento contrasta com a postura de outros bancos centrais. O comitê reconheceu que o cenário externo exige cautela, mas indicou que o processo de redução da taxa básica está apenas começando.
O petróleo Brent subiu 1,18%, a US$ 108,65 o barril, impulsionado pela escalada da guerra no Oriente Médio, que completa 20 dias. Ataques à infraestrutura petrolífera e a embarcações no Golfo, além da morte de líderes iranianos, elevaram o temor de interrupção no fornecimento. O WTI avançou 0,09%, a US$ 95,55.
O ambiente externo foi pressionado pela sinalização do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de que o próximo movimento, em abril, pode ser de alta de juros. Com isso, o mercado passou a projetar afrouxamento monetário apenas para o fim de 2026 ou 2027. Os índices de Nova York caíram: Dow Jones -0,44%, S&P 500 -0,27% e Nasdaq -0,28%.
Os ajustes na curva de juros brasileira devem seguir pressionados pelo avanço do petróleo e pela alta dos rendimentos dos Treasuries. Em três dias, as intervenções do Tesouro nos leilões de títulos prefixados somam R$ 47,35 bilhões, segundo a Warren Investimentos.



