O Ibovespa registrou nesta quarta-feira a quinta maior alta percentual de 2025, com ganho de 1,2% que adicionou R$ 104 bilhões ao valor de mercado da B3. O movimento aproximou a bolsa brasileira da marca histórica de R$ 5 trilhões em valor de mercado, segundo dados preliminares. A alta foi liderada por ações do setor de petróleo, como PRIO, PetroRecôncavo e Petrobras, que se beneficiaram da disparada do petróleo no exterior.
Petróleo impulsiona ganhos
As ações da PRIO subiram mais de 5%, enquanto PetroRecôncavo avançou cerca de 4% e Petrobras teve alta de aproximadamente 3%. O petróleo Brent saltou mais de 3% no dia, refletindo tensões geopolíticas e cortes de oferta. O movimento ocorreu em meio a um dia positivo para mercados emergentes, com o dólar caindo 0,8% ante o real.
Além das petroleiras, outros setores contribuíram para o avanço do Ibovespa, como mineração e siderurgia. A Vale subiu 1,5%, enquanto a Gerdau teve ganho de 2,1%. O índice fechou aos 134.500 pontos, o maior nível em duas semanas.
Mercado perto de R$ 5 trilhões
Com a alta, o valor de mercado das empresas listadas na B3 atingiu R$ 4,98 trilhões, segundo cálculos de economistas. O patamar de R$ 5 trilhões é visto como um marco psicológico importante. “Estamos muito próximos desse número, que reflete a confiança dos investidores no Brasil”, disse um analista da XP Investimentos. O último recorde foi em junho de 2024, quando o mercado chegou a R$ 4,95 trilhões.
O movimento foi acompanhado por forte volume financeiro, de R$ 28 bilhões, bem acima da média diária de R$ 22 bilhões. Investidores estrangeiros foram compradores líquidos, com entrada de R$ 1,5 bilhão no mercado secundário.
Perspectivas
Para os próximos dias, o mercado monitora a votação da PEC da jornada 6×1 e os desdobramentos fiscais. O presidente Lula sinalizou que pode ir “all in” no fiscal, segundo o gestor Ivo Chermont, da Quantitas. Isso gerou cautela, mas a alta do petróleo e o bom humor externo prevaleceram.
Os analistas do Bradesco BBI afirmaram que “a maré começa a virar no mercado e o Brasil é a principal aposta”. Eles destacam que a queda dos juros futuros e a melhora do cenário externo favorecem ativos locais. O Ibovespa acumula alta de 8% no ano.



