O Ibovespa registrou a quinta maior alta do ano nesta quarta-feira, adicionando R$ 104 bilhões ao valor de mercado da B3 e aproximando a bolsa brasileira de R$ 5 trilhões. O movimento foi impulsionado pela disparada do petróleo, que elevou as ações da PRIO, PetroRecôncavo e Petrobras, e por dados positivos de emprego nos Estados Unidos.
Petróleo impulsiona ganhos
As ações da PRIO, PetroRecôncavo e Petrobras lideraram os ganhos do Ibovespa, refletindo a alta do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent subiu mais de 2%, cotado acima de US$ 75, impulsionado por tensões geopolíticas e corte de produção da Opep+. A Petrobras (PETR4) avançou 3,2%, enquanto PRIO (PRIO3) subiu 4,5% e PetroRecôncavo (RECV3) ganhou 5,1%.
Dados de emprego nos EUA
Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram mais que o esperado, registrando forte queda na última semana. O número de novos pedidos foi de 233 mil, abaixo das projeções de 240 mil, sinalizando resiliência do mercado de trabalho americano. Isso reduziu temores de recessão e melhorou o apetite por risco globalmente, beneficiando ativos brasileiros.
B3 se aproxima de R$ 5 tri
Com a alta, o valor de mercado das empresas listadas na B3 alcançou aproximadamente R$ 4,95 trilhões, segundo cálculos do InfoMoney. O movimento foi puxado por blue chips como Vale, Petrobras e bancos. A Vale (VALE3) subiu 1,8%, apesar de notícias sobre o conselho querer a destituição do diretor Gasparino, apontando vazamento de informações.
Destaques do dia
Entre as maiores altas do Ibovespa, Simpar (SIMH3) disparou após anúncio de venda de terminais portuários. A empresa informou a venda de participação em terminais no Porto de Santos por R$ 1,2 bilhão, elevando as ações em 7,3%. Já WEG (WEGE3) saltou 10,2% após divulgar resultados do 2º trimestre, com analistas apontando retomada do crescimento. A STMicroelectronics, por outro lado, frustrou projeções de lucro e suas ações desabaram 14% no exterior, impactando negativamente o setor de tecnologia.
Impacto fiscal e político
No cenário político, o presidente Lula sinalizou uma postura mais agressiva na área fiscal, segundo Ivo Chermont, da Quantitas. Ele afirma que Lula está indo para o “all in” no fiscal, aumentando gastos para estimular a economia, o que preocupa investidores. O governo também autorizou o pagamento da equalização de juros do Plano Safra, garantindo subsídios para o agronegócio. O mercado monitora ainda a tramitação da PEC 6×1, com o entorno de Lula trabalhando com a chance de votação após as eleições.
Perspectivas
Analistas do Bradesco BBI apontam que a maré começou a virar no mercado e o Brasil é a principal aposta, citando valuation atrativo e fluxo estrangeiro. O leilão da BR-116, que mira R$ 7,2 bilhões em obras, deve ter efeito cascata na economia, segundo o FGV. Além disso, data centers de IA podem destravar R$ 100 bilhões por ano no Brasil, beneficiando empresas do setor elétrico e de infraestrutura.



