O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas do mesmo conglomerado financeiro controlado por um ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Segundo o BC, a medida foi tomada devido ao agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldades para cumprir suas obrigações, e ao descumprimento de normas e determinações do regulador.
O conglomerado tinha participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro: até setembro do ano passado, concentrava cerca de 0,04% dos ativos totais do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,6 bilhões. Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, cerca de R$ 6,5 bilhões.
O BC informou que continuará apurando responsabilidades, podendo aplicar sanções administrativas e enviar informações a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores e administradores ficam indisponíveis.
Cerca de 160 mil clientes têm direito à garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre saldos de correntistas e investidores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. O volume de depósitos cobertos no Banco Pleno é de R$ 4,9 bilhões.
O advogado José Eduardo Victória, sócio da MRV Advogados, foi nomeado liquidante. Ele informou que todas as operações da instituição foram encerradas, incluindo o funcionamento das agências e dos canais digitais. Com o Banco Pleno e a Pleno Distribuidora, já são sete instituições ligadas ao grupo Master que tiveram a liquidação decretada desde novembro do ano passado.



