A Apple completa 50 anos nesta quarta-feira (1º) em um momento de especulações sobre a saída de seu CEO, Tim Cook. O executivo, que está no cargo desde agosto de 2011, já superou Steve Jobs como o líder mais longevo da empresa, mas aos 65 anos começa a pensar na sucessão.
Em entrevista recente à ABC, Cook negou planos imediatos de aposentadoria. 'Não posso imaginar a vida sem a Apple', disse. No entanto, segundo a Bloomberg, ele afirmou a funcionários que 'passa muito tempo pensando em quem estará na sala daqui a cinco ou dez anos'. A empresa elabora um plano de transição desde 2024 e o favorito seria John Ternus, vice-presidente de engenharia de hardware.
Sob a gestão de Cook, a Apple expandiu para novos mercados, como dispositivos vestíveis (Apple Watch, Vision Pro) e serviços de assinatura (Apple Music, Apple TV+). Ele também fortaleceu a cadeia de suprimentos global e priorizou o retorno aos acionistas. Recentemente, aproximou-se do governo Trump, anunciando investimentos de US$ 500 bilhões nos EUA, incluindo US$ 100 bilhões para fabricar componentes do iPhone em território americano.
Em contraste, Steve Jobs, que fundou a Apple em 1976 com Steve Wozniak, deixou a empresa em 1985 após vendas fracas do Macintosh e conflitos internos. Jobs era conhecido por seu temperamento explosivo e carisma, enquanto Cook é visto como um gestor mais discreto e focado em operações.
Cook ingressou na Apple em 1998 como vice-presidente de operações, vindo da IBM e Compaq. Tornou-se CEO dois meses antes da morte de Jobs, em outubro de 2011. Hoje, também integra o conselho diretor da companhia.



