A plataforma da XP disponibiliza nesta terça-feira (21) uma série de títulos de renda fixa bancária com taxas atrativas. Entre as opções, destacam-se CDBs com taxas prefixadas de até 14,500% ao ano para vencimentos acima de 12 meses. Títulos atrelados à inflação pagam até IPCA+ 9,000% ao ano para prazos superiores a um ano, enquanto os pós-fixados oferecem até 104,5% do CDI em 12 meses.
LCAs e LCIs disponíveis na XP
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) contam com taxas prefixadas de até 12,050% ao ano para vencimentos acima de um ano, e as pós-fixadas pagam até 89% do CDI no mesmo prazo. Já as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) oferecem taxas pós-fixadas de até 82% do CDI, com vencimento superior a 12 meses.
Opções de investimento em destaque
Entre os ativos disponíveis, a XP lista:
- CDB Neon Financeira: taxa de 105,5% do CDI, vencimento em julho de 2029.
- CDB Paulista: taxa de 106% do CDI, vencimento em julho de 2029.
- LCA Banco Bocom BBM S.A.: taxa de 89,5% do CDI, vencimento em julho de 2031.
A plataforma ressalta que as ofertas são limitadas à capacidade disponível do produto nesta terça-feira (21).
Cenário da renda fixa: juros futuros oscilam
Na segunda-feira (20), as taxas dos juros futuros (DIs) encerraram sem direção única, com leve alta nos vencimentos a partir de janeiro de 2028. O pregão foi marcado por incertezas em torno do conflito no Oriente Médio, com a intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã elevando os rendimentos dos Treasuries e mantendo a volatilidade nos mercados, o que influenciou a curva de juros brasileira.
Movimento na ponta curta e longa
Na ponta curta, o DI para janeiro de 2027 recuou 5 pontos-base, para 13,915%, refletindo a manutenção das expectativas de que o Banco Central promoverá um corte de 0,25 ponto percentual da Selic na reunião de agosto. O boletim Focus manteve as projeções para inflação e juros praticamente inalteradas, reforçando esse cenário.
Já a ponta intermediária e longa apresentou leve alta. O DI para janeiro de 2028 avançou 2 pontos-base, para 14,12%, enquanto o DI para janeiro de 2035 subiu 3 pontos-base, para 14,62%. Esse movimento refletiu a piora do ambiente externo, com o aumento dos prêmios de risco diante da escalada do conflito entre EUA e Irã e da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.
Volatilidade do petróleo e impacto nos mercados
Ao longo do dia, a curva oscilou entre altas e baixas, acompanhando a volatilidade do petróleo Brent, que chegou a superar US$ 90 por barril antes de reduzir parte dos ganhos e voltar a subir após novas declarações do presidente americano, Donald Trump, prometendo retaliar o Irã pela morte de militares dos EUA.
No mercado doméstico, a agenda de indicadores teve pouco impacto. As projeções do Focus permaneceram praticamente estáveis, enquanto a precificação das opções de Copom continuou apontando elevada probabilidade de redução da Selic em agosto, mas com maior divisão sobre os próximos passos da política monetária a partir de setembro.
Com isso, o comportamento da curva refletiu a combinação entre expectativas de flexibilização monetária no curto prazo, que limitaram a alta dos vencimentos mais curtos, e o aumento das incertezas externas, que sustentou uma abertura moderada da curva longa.
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