A segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de julho apresentou a menor taxa em três anos, de acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado reforça a tendência de desaceleração dos preços no atacado e no varejo, mas economistas alertam que o movimento de deflação pode não se sustentar no próximo mês.
Menor taxa desde 2020
A taxa da segunda prévia do IGP-M de julho ficou em -0,47%, o menor valor para o período desde julho de 2020, quando o índice havia registrado -0,52%. O dado sinaliza que o IGP-M deve fechar o mês com variação negativa, contribuindo para aliviar a pressão inflacionária sobre aluguéis e contratos de longo prazo, que são reajustados pelo indicador.
Segundo André Braz, economista da FGV responsável pelo indicador, o resultado reflete a queda nos preços de commodities e a desaceleração dos custos industriais. “A segunda prévia mostra que o IGP-M caminha para fechar julho em queda, mas a deflação não deve prosseguir em agosto”, afirmou Braz.
Impactos da reforma tributária
Paralelamente, a reforma tributária em tramitação no Congresso já começa a impactar as empresas. Especialistas recomendam que os gestores se antecipem às mudanças, revisando contratos e planejando a reestruturação de tributos. A transição para o novo sistema pode trazer desafios de compliance e ajustes nos preços finais.
O IGP-M é amplamente utilizado como referência para reajustes de aluguéis, tarifas de energia e planos de saúde. A queda do índice em julho pode trazer alívio temporário para consumidores e empresas, mas a perspectiva de alta em agosto requer atenção.



