O petróleo Brent disparou mais de 7% no after market nesta quinta-feira, após os Estados Unidos anunciarem uma nova onda de ataques contra o Irã. O movimento eleva a tensão no Oriente Médio e mexe com os mercados globais, incluindo a Bolsa brasileira, o dólar e os juros.
Impacto nos mercados
A alta do petróleo beneficia diretamente ações de empresas do setor, como a Petrobras, mas pressiona setores dependentes de derivados, como aviação e transportes. O dólar tende a se fortalecer em cenários de aversão ao risco, enquanto os juros futuros podem subir com a expectativa de inflação mais alta.
Quem ganha e quem perde
Entre as ganhadoras estão as petroleiras e empresas de energia. Já as perdedoras incluem companhias aéreas, como Azul e Gol, e varejistas que dependem de logística. A Direcional registrou vendas líquidas de R$ 1,7 bilhão no 2º trimestre, em linha com o ano anterior, enquanto a SLC Agrícola comprou 8,9 mil hectares no Mato Grosso por R$ 669 milhões.
Oriente Médio e cenário global
Os ataques dos EUA ao Irã elevaram o prêmio de risco do petróleo. O mercado monitora ainda a ata do Banco Central Europeu (BCE) e falas do Federal Reserve (Fed). O secretário-geral da Otan afirmou que a aliança se reconciliou na cúpula após desavenças com Trump.
Recomendações de investimento
A XP recomenda cautela com títulos prefixados, apesar das taxas altas. Fundos imobiliários de shoppings ganham espaço nas recomendações. Ex-diretor do BC aposta em continuidade dos cortes da Selic, contrariando o consenso.
O mercado de câmbio também reage: o dólar opera em alta, refletindo a fuga para ativos seguros. Já a Bolsa brasileira (Ibovespa) rompeu as médias no day trade, com suportes e resistências sendo monitorados por traders.



