Os contratos futuros de petróleo iniciaram a semana em queda, refletindo a decisão da Opep+ de elevar a produção. O petróleo WTI para agosto recuava 0,54%, cotado a US$ 68,32 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex) às 20h30 (horário de Brasília). Já o Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em baixa de 0,61%, a US$ 71,68 o barril.
Opep+ anuncia novo aumento na produção
A Opep+ informou em comunicado neste domingo que concordou com um novo aumento nas metas de produção a partir de agosto. O grupo ampliará as cotas em 188 mil barris por dia (bpd), somando-se a incrementos semelhantes já realizados em junho e julho. Os sete membros principais do bloco — que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia — elevaram suas cotas em quase 800 mil bpd entre abril e julho.
Impacto da guerra e do Estreito de Ormuz
No entanto, o aumento efetivo da produção tem sido limitado devido ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que fechou o Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros para membros importantes como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque. Segundo dados do grupo, a produção da Opep+ caiu para 33,13 milhões de bpd em maio, ante 42,77 milhões de bpd em fevereiro. A recuperação começou em junho, impulsionada por esforços dos EUA para facilitar exportações dos Emirados Árabes Unidos e outros países, mas ainda está abaixo dos níveis pré-guerra.
Preços retornam a níveis pré-guerra
Apesar das interrupções no abastecimento, os preços do petróleo voltaram aos patamares anteriores ao conflito. As cotações são pressionadas pela queda nas importações chinesas, pelo aumento das exportações de produtores fora do Oriente Médio e pela liberação recorde de estoques estratégicos globais coordenada pela Agência Internacional de Energia.



