A Claro Brasil, operadora do grupo mexicano América Móvil, registrou receita líquida de R$ 12,5 bilhões no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 5,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo desempenho dos segmentos de banda larga fixa e telefonia móvel pós-paga.
Desempenho por segmento
No segmento de banda larga fixa, a receita atingiu R$ 2,8 bilhões, alta de 8,2% ante o segundo trimestre de 2025. A empresa adicionou 187 mil novos clientes no período, totalizando 8,3 milhões de assinantes. Já no segmento móvel, a receita com serviços pós-pagos cresceu 6,3%, para R$ 4,1 bilhões, enquanto o pré-pago recuou 1,2%, para R$ 1,6 bilhão.
Ebitda e margem
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 4,9 bilhões, com margem de 39,2%, estável em relação ao mesmo trimestre de 2025. O lucro líquido foi de R$ 1,2 bilhão, 3,4% superior ao registrado um ano antes.
Investimentos e perspectivas
Os investimentos (Capex) totalizaram R$ 1,8 bilhão no trimestre, equivalentes a 14,4% da receita líquida. Segundo a empresa, os recursos foram direcionados principalmente para a expansão da rede 5G e da fibra óptica. “Continuamos focados em oferecer a melhor experiência de conectividade para nossos clientes, com investimentos constantes em infraestrutura”, afirmou o presidente da Claro Brasil, José Félix, em comunicado oficial.
Mercado e concorrência
A operadora enfrenta concorrência acirrada no mercado brasileiro, especialmente com Vivo e TIM. No acumulado do primeiro semestre, a receita líquida da Claro Brasil alcançou R$ 24,7 bilhões, alta de 4,8% ante o mesmo período de 2025. A empresa encerrou junho com 78,4 milhões de linhas móveis e 8,3 milhões de acessos de banda larga fixa.



