Lucro trimestral da General Motors cai 31% em relação a 2025
Lucro trimestral da GM despenca 31%

A General Motors (GM) registrou lucro líquido de US$ 2,2 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 31% em comparação com os US$ 3,2 bilhões obtidos no mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (21) e ficou abaixo das expectativas de analistas consultados pela Refinitiv, que projetavam lucro de US$ 2,5 bilhões.

Impactos da greve e custos elevados

A montadora norte-americana foi afetada por uma greve de seis semanas na fábrica de Arlington, no Texas, que interrompeu a produção de picapes e SUVs de grande porte, modelos de alta margem de lucro. A paralisação, que terminou em maio, custou à empresa cerca de US$ 1,1 bilhão em lucros perdidos, de acordo com a própria GM. Além disso, os custos com matérias-primas e logística continuam elevados, pressionando as margens.

A receita líquida da GM no trimestre foi de US$ 42,8 bilhões, alta de 3% ante os US$ 41,6 bilhões de um ano antes, impulsionada por preços mais altos e mix de produtos. No entanto, o aumento nos custos operacionais, que subiram 7%, para US$ 38,9 bilhões, corroeu o resultado final.

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Desempenho por região e segmento

Na América do Norte, o lucro antes de impostos caiu 27%, para US$ 2,8 bilhões, refletindo os efeitos da greve. Na China, a GM reportou prejuízo de US$ 200 milhões, ante lucro de US$ 100 milhões no segundo trimestre de 2025, devido à forte concorrência de montadoras locais e à desaceleração da demanda. Já na América do Sul, o lucro subiu 12%, para US$ 300 milhões, com destaque para o Brasil, onde as vendas cresceram 8%.

As vendas globais de veículos da GM totalizaram 1,4 milhão de unidades no trimestre, queda de 2% na comparação anual. O segmento de veículos elétricos (EVs) entregou 45 mil unidades, alta de 40% ante o mesmo período de 2025, mas ainda representa apenas 3% do volume total.

Perspectivas e revisão de metas

A GM revisou sua projeção de lucro para o ano de 2026, reduzindo a faixa de US$ 12,5 bilhões a US$ 13,5 bilhões para US$ 11 bilhões a US$ 12 bilhões. A empresa também adiou a meta de produzir 1 milhão de EVs por ano até o final de 2026, agora prevista para 2027. A decisão reflete a demanda mais fraca que o esperado por veículos elétricos e os desafios na cadeia de suprimentos.

“Estamos enfrentando ventos contrários significativos, mas nossa estratégia de longo prazo permanece intacta”, afirmou Mary Barra, CEO da GM, em comunicado. “Continuamos investindo em veículos elétricos e autônomos, enquanto otimizamos nosso negócio de veículos a combustão para gerar caixa.”

Reação do mercado

As ações da GM caíam 4,5% no pré-mercado em Nova York após a divulgação do balanço. Analistas do Goldman Sachs classificaram os resultados como “decepcionantes”, citando o impacto maior que o esperado da greve e a fraca performance na China. O banco manteve a recomendação de compra, mas reduziu o preço-alvo de US$ 55 para US$ 50.

A GM encerrou o trimestre com US$ 24,5 bilhões em caixa, abaixo dos US$ 26,8 bilhões de março, devido ao consumo de capital durante a greve. A dívida total da empresa é de US$ 73,2 bilhões.

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