A inteligência artificial está revolucionando o setor de entregas no Brasil, com logtechs adotando sistemas que analisam milhares de transportadoras em tempo real. Essa tecnologia promete reduzir custos operacionais e aumentar a previsibilidade das entregas, impactando diretamente a taxa de abandono de carrinho no comércio eletrônico.
Como a IA transforma a logística
Empresas como a Loggi e a MadeiraMadeira já utilizam algoritmos de IA para otimizar rotas e alocar entregas de forma eficiente. De acordo com um estudo da McKinsey, a adoção de IA na logística pode reduzir os custos operacionais em até 20% e melhorar a precisão das entregas em 15%.
"A IA permite processar dados de milhares de transportadoras simultaneamente, escolhendo a melhor opção para cada entrega com base em variáveis como distância, trânsito e histórico de desempenho", explica Carlos Eduardo, CEO da logtech Shipay.
Impacto no e-commerce
A melhoria na previsibilidade das entregas tem reflexo direto nas taxas de abandono de carrinho, que no Brasil chegam a 70% segundo a E-bit Nielsen. Com entregas mais confiáveis, os consumidores tendem a finalizar as compras. Dados internos de logtechs mostram que a implementação de IA pode reduzir o abandono de carrinho em até 12%.
"Receber o produto no prazo combinado é um dos principais fatores de decisão de compra online", afirma Ana Paula, analista de mercado da consultoria Gartner.
Investimentos em tecnologia
O setor de logtechs no Brasil atraiu mais de R$ 2 bilhões em investimentos em 2023, segundo a ABComm. Desse total, aproximadamente 35% foram destinados a soluções de IA e machine learning. Startups como a CargoX e a Frete.com lideram a inovação, oferecendo plataformas que integram IA para precificação dinâmica e roteirização inteligente.
Desafios e perspectivas
Apesar dos avanços, a adoção da IA enfrenta barreiras como a integração com sistemas legados e a necessidade de dados de qualidade. No entanto, especialistas projetam que até 2025, 80% das empresas de logística no Brasil utilizarão alguma forma de IA. "A tendência é irreversível e quem não se adaptar ficará para trás", conclui Carlos Eduardo.



