O setor de carga aérea no Brasil vive um momento de forte expansão, com previsão de crescimento de 15% em 2026. O principal motor desse avanço é a isenção do Imposto de Importação para remessas de até US$ 50, que eliminou a chamada 'taxa das blusinhas' e impulsionou o comércio eletrônico transfronteiriço. Além disso, setores como farmacêutico, aeronáutico, tecnologia e óleo e gás têm aumentado suas importações, gerando demanda adicional por transporte aéreo de cargas.
Aeroportos ampliam infraestrutura para atender demanda
Para acompanhar o crescimento, os principais aeroportos do país estão investindo em expansão. O RioGaleão, por exemplo, planeja dobrar sua área de carga nos próximos anos. Já os terminais de Guarulhos (SP) e Viracopos (Campinas) também anunciaram projetos de ampliação. A movimentação de cargas nesses aeroportos tem registrado altas consecutivas, impulsionada pelo aumento das encomendas internacionais e pela consolidação do Brasil como hub logístico na América Latina.
Companhias aéreas reforçam operações
A LATAM Cargo e a GOLLOG, braços de carga das respectivas companhias, estão intensificando suas operações. A LATAM Cargo investe em tecnologia para rastreamento e automação, além de parcerias com plataformas de e-commerce. A GOLLOG, por sua vez, ampliou sua frota de aeronaves dedicadas exclusivamente ao transporte de cargas. Segundo executivos do setor, a tendência é de crescimento sustentado nos próximos anos, com a expectativa de que o volume de carga aérea no Brasil atinja níveis recordes.
Impacto no comércio exterior e na economia
O crescimento da carga aérea reflete diretamente no comércio exterior brasileiro. A facilidade para importar mercadorias de baixo valor estimula o consumo e a competitividade. No entanto, especialistas alertam para a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura aeroportuária e em processos alfandegários para evitar gargalos logísticos. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) projeta que o setor de carga aérea deve movimentar mais de 1,5 milhão de toneladas em 2026, um aumento de 15% em relação a 2025.



