Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair com tensões no Oriente Médio
Entenda o que faz o dólar subir ou cair com tensões

O mercado reage à nova escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (9), Estados Unidos e Irã anunciaram novos ataques pelo segundo dia consecutivo, em meio à disputa pelo controle das condições de navegação no Estreito de Ormuz. A passagem marítima é uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás natural do mundo e, por isso, costuma ser um dos principais focos de tensão na região. Por volta das 9h, o barril de petróleo Brent operava com alta de 0,58%, a US$ 78,52. O WTI também subia 0,34%, a US$ 73,76.

EUA atacam alvos estratégicos no Irã

Na noite de quarta-feira (8), as forças do Comando Central dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, com o objetivo de reduzir a capacidade do país de atacar navios comerciais e marinheiros civis no Estreito de Ormuz. A ação militar atingiu cerca de 90 alvos estratégicos ao longo da costa iraniana. Entre as estruturas destruídas ou danificadas estão sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura de logística militar.

Impacto no câmbio e na bolsa

No mercado cambial, o dólar acumula queda de 0,38% na semana, 0,28% no mês e 6,20% no ano. Já o Ibovespa registra perdas de 1,96% na semana, 0,80% no mês, mas alta de 5,91% no ano. A cotação do dólar é influenciada por fatores como juros, inflação, risco país e fluxo de capitais, mas eventos geopolíticos como os ataques no Oriente Médio podem gerar volatilidade de curto prazo.

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Estreito de Ormuz: rota vital para o petróleo

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer ameaça à navegação na região eleva os prêmios de risco do petróleo e pode pressionar o câmbio, especialmente em economias importadoras de petróleo como o Brasil.

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