O economista-chefe da Ágora, Dalton Gardimam, aponta o dólar como o principal risco para o segundo semestre de 2026. Segundo ele, a taxa de câmbio tende a se sobrepor a questões fiscais e eleitorais, em meio a juros elevados no Brasil e incertezas nos Estados Unidos.
Ibovespa fecha em leve baixa
O Ibovespa fechou esta terça-feira (21) em queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, na direção oposta das Bolsas de Nova York. O volume negociado foi de R$ 18,35 bilhões.
Em Nova York, o S&P 500 subiu 0,89%, o Dow Jones avançou 0,74% e o Nasdaq registrou alta de 1,29%. Empresas de chips como Micron, Marvell e AMD se destacaram, com altas de 12,17%, 6,68% e 8,11%, respectivamente, após papéis ligados à inteligência artificial terem apresentado volatilidade nos últimos dias.
“A Bolsa brasileira, no entanto, apresentou um desempenho mais fraco do que os mercados internacionais, mesmo após as quedas recentes e com saldo positivo de investidores estrangeiros”, avalia Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.
Entrada de estrangeiros na B3
Em junho, até o último dado disponível pela B3, houve entrada de R$ 4,713 bilhões por parte de estrangeiros na Bolsa local, resultado de compras acumuladas de R$ 188,046 bilhões e vendas de R$ 183,333 bilhões.
Petrobras limpa perdas do Ibovespa
A alta da Petrobras (PETR3; PETR4) ajudou a reduzir as perdas do Ibovespa. As ações ordinárias e preferenciais da petroleira subiram 1,43% e 1,24%, respectivamente, acompanhando a valorização do petróleo no exterior.
Dólar encerra em baixa
No mercado de câmbio, o dólar encerrou em baixa de 0,31%, cotado a R$ 5,0737. Já o índice DXY, que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes, teve ligeira alta de 0,22%, a 101,173 pontos.
Maiores altas do Ibovespa
As três ações que mais valorizaram no dia foram MBRF (MBRF3), Usiminas (USIM5) e CSN Mineração (CMIN3).
A MBRF (MBRF3) registrou a maior alta, subindo 4,06% a R$ 15,11. A empresa aprovou o cancelamento de 21,476 milhões de papéis ordinários mantidos em tesouraria, sem redução do capital social. A ação está em baixa de 16,2% no mês e acumula desvalorização de 24,37% no ano.
A Usiminas (USIM5) valorizou 3,68% a R$ 8,46, mesmo com queda do minério de ferro no exterior. A ação está em alta de 0,12% no mês e acumula valorização de 42,18% no ano.
A CSN Mineração (CMIN3) fechou em alta de 3,53% a R$ 5,58. A ação está em alta de 33,49% no mês e acumula valorização de 6,9% no ano.
Maiores quedas do Ibovespa
As três ações que mais desvalorizaram foram Hypera (HYPE3), Rede D’Or (RDOR3) e Yduqs (YDUQ3).
A Hypera (HYPE3) tombou 5,51% a R$ 20,24. Em relatório, o BTG Pactual sinalizou que a empresa deve ter um balanço sem grandes novidades no segundo trimestre de 2026. A ação está em baixa de 2,74% no mês e acumula desvalorização de 11,42% no ano.
A Rede D’Or (RDOR3) cedeu 4,32% a R$ 33,92. O Citi afirmou esperar resultados mistos no segundo trimestre de 2026, com ocupação hospitalar mais fraca impactando receita e alavancagem operacional. A companhia divulgará o balanço em 12 de agosto. A ação está em baixa de 2,28% no mês e acumula desvalorização de 15,79% no ano.
A Yduqs (YDUQ3) fechou em queda de 4,16% a R$ 7,83. Na última sessão, já havia tombado 5,11%. A ação está em baixa de 11,82% no mês e acumula desvalorização de 35,66% no ano.
*Com informações da Broadcast



