O anúncio de um acordo preliminar de paz entre Estados Unidos e Irã gerou forte repercussão nos mercados globais, com impacto direto no Brasil. As ADRs da Petrobras recuaram 4% na Bolsa de Nova York, acompanhando a queda do petróleo, que perdeu mais de 3% com a perspectiva de aumento da oferta iraniana. O movimento contrasta com o Ibovespa, que subiu mais de 1% impulsionado pelo otimismo externo.
Petrobras e petróleo: o efeito do acordo
O acordo preliminar entre EUA e Irã, mediado por nações do Oriente Médio, prevê a suspensão de sanções em troca de limitações ao programa nuclear iraniano. Para o mercado de petróleo, a possibilidade de o Irã retomar suas exportações plenas representa um aumento significativo na oferta global. Como resultado, os contratos futuros do Brent e do WTI caíram, arrastando as ações da Petrobras. Analistas apontam que, embora o acordo ainda dependa de negociações finais, o simples anúncio já reverte parte do prêmio de risco geopolítico embutido nos preços do petróleo.
Reação do mercado brasileiro
Enquanto a Petrobras sofreu, o Ibovespa operou em alta, sustentado por ações de commodities metálicas e empresas ligadas ao consumo. A melhora no clima geopolítico reduziu a aversão a risco global, beneficiando ativos emergentes. O dólar comercial caiu ante o real, aliviando pressões inflacionárias. Especialistas da Eurasia Group, citados em relatório, classificaram o acordo como a melhor opção disponível, dado que a política de Trump para o Irã foi considerada o maior fracasso externo de sua gestão.
Outros destaques do dia
O Boletim Focus elevou a projeção da inflação para 2025 e 2026, mantendo a Selic em 13,75% ao ano. O Copom enfrenta um ponto crítico na definição da política de juros, com pressões de ambos os lados. No mercado corporativo, a American Express anunciou a aquisição da plataforma TheFork por US$ 700 milhões. Já a brasileira que processou o governo americano e fundou uma empresa de US$ 22 bilhões virou caso de sucesso. No esporte, a Copa do Mundo de 2026 começa a movimentar o varejo: o setor de livros, jornais e revistas foi destaque em maio, impulsionado pela venda de figurinhas.
Geopolítica e esportes
A tensão geopolítica também invade os gramados: o Irã enfrenta a Nova Zelândia em partida válida pela Copa, mesmo após o acordo de paz. A Suécia goleou a Tunísia e assumiu a liderança do Grupo F, ultrapassando Holanda e Japão. No UFC, lutadores da Casa Branca serão pagos com stablecoin ligada a Trump, inovação que mescla política e criptomoedas.
Expectativas para a semana
Os investidores monitoram a estreia da SpaceX na Bolsa e o índice de surpresas econômicas. No Brasil, a agenda inclui a visita do presidente Lula à França para o G7, onde se reunirá com Macron e líderes do Egito e Suíça. No cenário interno, o debate sobre o fim da jornada 6×1 e a cidadania italiana voltam à tona. O mercado de crédito, segundo gestores da Ibiuna, permanece como uma ilha em meio à tempestade macro.



