Ouro fecha em alta de 1,51% com recompras e avanço dos metais
Ouro fecha em alta de 1,51% com recompras e avanço dos metais

O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira, 21, em alta, impulsionado por recompras após quedas recentes, em um dia de avanço praticamente generalizado dos metais. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto subiu 1,51%, fechando a US$ 4.076,4 por onça-troy. A prata para setembro registrou alta de 3,57%, a US$ 59,108 por onça-troy.

Resiliência do ouro diante de Treasuries e dólar

O ouro segue mostrando resiliência, mesmo com a alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar, vetores que tendem a desmotivar compras do metal. A moeda americana e as taxas dos títulos soberanos sobem em linha com o petróleo, apesar da expectativa de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio, o que contribuiu para uma recuperação do apetite por risco e das ações de tecnologia.

Contexto de ajuste e vendas de bancos centrais

O movimento do ouro ocorre em um contexto de ajuste recente para baixo dos preços, diante de rumores persistentes de que bancos centrais do Oriente Médio venderam ouro durante o conflito para levantar caixa. No entanto, a única venda confirmada foi a da Turquia. O banco central turco vendeu 81 toneladas métricas de ouro no primeiro semestre deste ano, segundo o World Gold Council, no valor de US$ 10,6 bilhões aos preços atuais.

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Perspectiva de longo prazo e comparação com o S&P 500

Embora a queda do ouro tenha sido expressiva, é preciso colocar as coisas em perspectiva. A alta do ouro em 12 meses, de 21%, ainda é ligeiramente melhor do que a do S&P 500. Nenhum dos motivos para a queda do ouro durante a crise representa um golpe fatal em sua reputação de proteção ao risco, ainda que muitos analistas citem influência de movimentos especulativos nos futuros do metal.

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