PF mira grupo que desviou R$ 45 milhões de correntistas da Caixa
PF mira grupo que desviou R$ 45 milhões da Caixa

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira a Operação Infiltrados para desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar R$ 45 milhões de correntistas da Caixa Econômica Federal. O grupo também é investigado por obstrução de justiça, vazamento de informações sigilosas e outros crimes, com a participação de servidores públicos, advogados e contraventores.

Detalhes da operação

Cerca de 120 policiais federais cumprem 15 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A investigação, que durou mais de um ano, revelou que o esquema atuava há pelo menos três anos, com ramificações em diversas agências bancárias.

De acordo com a PF, os criminosos utilizavam técnicas sofisticadas para acessar dados sigilosos dos clientes e realizar transferências não autorizadas. “Eles contavam com a colaboração de funcionários da Caixa, que forneciam senhas e informações privilegiadas”, afirmou o delegado responsável pelo caso, em entrevista coletiva. “O prejuízo estimado é de R$ 45 milhões, mas o valor pode ser maior à medida que as investigações avançam.”

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Modus operandi e impactos

O grupo agia em duas frentes: primeiro, obtinha dados bancários de correntistas por meio de vazamentos internos; depois, realizava saques e transferências para contas de fachada abertas em nome de laranjas. Os recursos desviados eram utilizados para financiar atividades ilegais, incluindo jogos de azar e lavagem de dinheiro. A PF também apura a participação de advogados que atuavam na defesa dos investigados, supostamente para obstruir a justiça.

A Caixa Econômica Federal informou, por meio de nota, que colabora com as investigações e que já adotou medidas para reforçar a segurança de seus sistemas. “A instituição repudia qualquer ato ilícito e está empenhada em proteger os interesses de seus correntistas”, diz o comunicado. Clientes que tiveram prejuízos devem procurar a agência para ressarcimento.

Desdobramentos e próximos passos

Os presos serão encaminhados para o sistema prisional do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde aguardarão julgamento. Eles poderão responder por crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo bancário, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas, se somadas, podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

A Operação Infiltrados é mais um capítulo da atuação da PF no combate a crimes financeiros. Em 2025, a corporação já havia desmantelado esquema semelhante no Banco do Brasil, com desvios de R$ 12 milhões. A expectativa é de que novas fases da operação ocorram nos próximos meses, com a identificação de outros envolvidos.

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