Goldman Sachs corta fatia na Oncoclínicas para 0,7% durante crise
Goldman Sachs reduz participação na Oncoclínicas para 0,7%

O Goldman Sachs reduziu drasticamente sua participação na Oncoclínicas, uma das maiores redes de tratamento oncológico do Brasil, de 5,55% para 0,70% das ações. A movimentação ocorre em meio ao processo de recuperação extrajudicial da empresa, que busca renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas com credores.

Detalhes da operação

A redução foi realizada por meio do fundo GLQ Broad Street, vinculado ao banco. No entanto, outro fundo do Goldman Sachs, o Josephina I, manteve sua posição de 4,845% das ações. Assim, a exposição total do banco à Oncoclínicas caiu de 10,395% para 5,545%.

A operação foi comunicada ao mercado na última segunda-feira (22) e representa uma mudança na alocação de ativos, sem impacto direto na gestão da companhia. Segundo fontes próximas, a redução é puramente financeira e não reflete uma mudança na visão do banco sobre o negócio.

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Contexto de recuperação extrajudicial

A Oncoclínicas iniciou um processo de recuperação extrajudicial em maio deste ano, visando renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas. A empresa enfrenta desafios financeiros devido ao alto endividamento e à necessidade de reestruturação. A recuperação extrajudicial permite que a companhia negocie diretamente com credores sem a intervenção judicial, desde que haja acordo com a maioria.

Em comunicado, a Oncoclínicas afirmou que as negociações estão avançadas e que a empresa mantém suas operações normalmente. A rede conta com mais de 100 unidades espalhadas pelo Brasil e atende milhares de pacientes.

Impacto no mercado

A redução da participação do Goldman Sachs ocorre em um momento de incertezas para o setor de saúde suplementar. A Oncoclínicas, que já foi considerada um dos maiores grupos de oncologia da América Latina, viu suas ações caírem significativamente nos últimos meses. A dívida elevada e a crise econômica pressionam os resultados.

Especialistas avaliam que a saída parcial do Goldman Sachs pode ser interpretada como um sinal de cautela, mas ressaltam que a manutenção de uma fatia relevante via Josephina I indica que o banco ainda acredita no potencial de recuperação da empresa. A renegociação das dívidas é vista como crucial para a sobrevivência da Oncoclínicas.

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