O Ibovespa voltou a encerrar o pregão em queda, registrando recuo de 0,20%, aos 173.371 pontos, após oscilar entre a mínima de 173.221 pontos e a máxima de 174.310 pontos. O movimento mantém o índice dentro da correção iniciada após a máxima histórica de 199.354 pontos, reforçando a importância das próximas regiões de suporte para definir a direção dos negócios.
Análise gráfica diária
Pelo gráfico diário, observo que o índice segue negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando um momento de indefinição após perder força nas últimas sessões. O IFR (14) está em 49,19, em região neutra.
Para que o Ibovespa volte a ganhar tração compradora, considero importante o rompimento da faixa de resistência em 178.340/181.560 pontos. Se esse movimento for confirmado, os próximos objetivos passam a ser 187.780/192.890 pontos.
Em contrapartida, a perda dos suportes em 173.150/170.500/169.665 pontos poderá intensificar a pressão vendedora, abrindo caminho para 167.690/164.780 pontos e, em um cenário mais amplo, 161.745/157.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o viés segue mais cauteloso. O índice encerrou o pregão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, indicando que o fluxo vendedor ainda predomina no curto prazo. Para que a recuperação volte a ganhar força, acompanho o rompimento da resistência em 174.435/175.165 pontos. Caso essa faixa seja superada com aumento do volume comprador, o índice poderá avançar para 177.180/178.200 pontos, tendo como próximos objetivos 179.475/180.940 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte em 173.220/172.300 pontos poderá acelerar o movimento corretivo. Nesse cenário, os próximos alvos ficam em 171.395/169.665 pontos, com possibilidade de extensão da queda até 166.295 pontos.
Minicontratos de índice e dólar
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (20/07) com queda de 0,26%, aos 174.665 pontos, mantendo o fluxo negativo e reforçando a perda de força observada nos últimos pregões.
O mini-índice segue pressionado no curto prazo e continua negociando abaixo das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. O comportamento entre o suporte em 174.515/174.115 pontos e a resistência em 174.990/175.365 pontos deve definir a direção do pregão.
Já no gráfico de 60 minutos, o cenário permanece mais frágil, com o índice abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém o viés vendedor.
Os contratos de minidólar (WDOQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (20/07) com queda de 0,42%, aos 5.106,5 pontos, devolvendo parte dos ganhos recentes e reforçando a cautela no curto prazo.
Apesar do fechamento negativo, o contrato ainda encerrou a sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, embora muito próximo delas, o que mantém o mercado em uma região decisiva. Para o pregão, acompanho a perda do suporte em 5.103,5/5.097 pontos como principal gatilho para continuidade da baixa, enquanto a superação da resistência em 5.111,5/5.122,5 pontos poderá favorecer uma nova tentativa de recuperação.
No gráfico de 60 minutos, o cenário segue mais frágil, com o ativo negociando abaixo das médias móveis.
Bitcoin futuros
Os contratos futuros de Bitcoin (BITN26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão com alta de 1,02%, aos 333.200 pontos, ampliando a recuperação recente e permanecendo próximos das principais regiões de resistência, embora o ativo ainda apresente um comportamento predominantemente lateral no curto prazo.
Pelo gráfico diário, observo que o ativo mantém a negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando uma melhora da estrutura técnica de curto prazo. Ainda assim, considero que a tendência principal segue negativa, enquanto a movimentação das últimas sessões caracteriza um período de consolidação. O IFR (14) em 50,83 permanece em região neutra, refletindo um equilíbrio entre compradores e vendedores.
Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 319.040/303.860 pontos poderá reativar a pressão vendedora, abrindo espaço para quedas em direção a 293.100/263.780, com alvo mais longo em 253.250/244.235 pontos. Em contrapartida, a continuidade da recuperação dependerá do rompimento da faixa de 341.190/355.260 pontos. Se esse movimento for confirmado, vejo potencial para avanço até 381.680/399.720, com objetivo mais longo em 418.550/444.385 pontos.
Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (21).
Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz (analista técnico CNPI-T).



