O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que continua em negociação com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para ampliar o programa Desenrola Adimplentes a um número maior de instituições financeiras privadas. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Gaúcha.
Pedido direto à cúpula da Febraban
“Sigo fazendo meus pedidos para a Febraban – para o meu amigo Isaac (Sidney), que é o presidente da Febraban, e para o Milton Maluhy (CEO do Itaú), que é o presidente do conselho da Febraban para que a gente estenda esse programa para os demais bancos”, disse Durigan. O programa, lançado em junho, tem como objetivo reduzir as taxas de juros pagas por trabalhadores informais que estão com as contas em dia, mas arcam com juros elevados.
Pouca adesão dos bancos privados
Até o momento, apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, além de “um ou dois bancos privados” conforme Durigan, demonstraram interesse em participar do Desenrola Adimplentes. As renegociações são garantidas pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), mas os bancos têm menos estímulos para reduzir as taxas de clientes que já vêm pagando as parcelas em dia.
Endividamento das famílias preocupa
Durante a entrevista, o ministro classificou o nível de endividamento das famílias como “muito ruim”, destacando que a maior parte das dívidas foi contraída durante a pandemia de covid-19. Por esse motivo, o governo optou por lançar o Desenrola como uma medida paliativa e pontual, mesmo estando em sua segunda edição.
Necessidade de crédito de qualidade
Durigan defendeu que, além da renegociação, é essencial gerar crédito de boa qualidade, com juros menores. Ele citou como exemplo as linhas de crédito consignado do INSS, dos servidores públicos e dos trabalhadores da iniciativa privada, que oferecem taxas mais baixas e maior segurança para credores e tomadores.



