Os contratos futuros do minério de ferro registraram alta nesta segunda-feira, impulsionados por possíveis greves no principal centro de minério de ferro da Austrália, Port Hedland, que ameaçam reduzir a oferta global. Além disso, um acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito também contribuiu para o avanço dos metais.
Desempenho dos contratos
O contrato do minério de ferro para julho na bolsa de Cingapura subiu 0,7%, alcançando US$ 102,1 por tonelada. O movimento reflete o temor de interrupções no fornecimento e o clima de otimismo no mercado internacional.
Estoques na China
Os estoques de minério de ferro nos principais portos chineses aumentaram 0,75% na comparação semanal, totalizando 160 milhões de toneladas, de acordo com dados da consultoria Steelhome. Apesar do aumento, a ameaça de greve na Austrália mantém o mercado em alerta.
Greve iminente na Austrália
Espera-se que a oferta de minério de ferro da Austrália diminua devido a uma greve iminente dos trabalhadores da BHP em Port Hedland, na Austrália Ocidental, programada para esta semana. A decisão ocorreu após votação favorável ao protesto por melhores salários e condições de trabalho.
Um sindicato informou na última quinta-feira que cerca de 100 membros aprovaram paralisações que variam de 30 minutos a 24 horas. A paralisação pode afetar significativamente o escoamento do minério, elevando os preços no mercado internacional.
Acordo EUA-Irã impulsiona metais
Além da questão trabalhista na Austrália, o otimismo em torno do fim do conflito com o Irã também impulsionou os preços dos metais. Os EUA e o Irã chegaram a um acordo preliminar para encerrar o bloqueio norte-americano ao Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo e outras commodities. A notícia gerou um clima de alívio nos mercados, beneficiando o minério de ferro e outros metais.



