Projeções do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam cerca de 70% de probabilidade de um El Niño forte ou muito forte no segundo semestre de 2026, com risco de estiagem severa e aumento de queimadas. Diante desse cenário, produtores rurais, indústrias e gestores públicos já começam a reforçar estratégias de armazenamento de água.
Cenário de risco hídrico
O alerta do Cemaden acende um sinal vermelho para a segurança hídrica no Brasil. Um El Niño de forte intensidade pode provocar chuvas irregulares e temperaturas acima da média em diversas regiões, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste. A consequência direta é a redução dos níveis de reservatórios e o aumento da demanda por irrigação e abastecimento.
Para a Fortmetal, empresa especializada em soluções de armazenamento de água, o momento ainda permite planejamento. "Dimensionar a reserva antes da crise reduz custos e prazos", destaca a companhia. A recomendação é que agricultores, indústrias e municípios invistam em reservatórios, caixas d'água e cisternas com antecedência, evitando a corrida por equipamentos no pico da estiagem.
Impactos no agronegócio e na indústria
No agronegócio, a falta de água pode comprometer safras inteiras, especialmente de culturas como soja, milho e cana-de-açúcar. Já na indústria, setores como o de bebidas, alimentos e papel e celulose são altamente dependentes de recursos hídricos. A Fortmetal alerta que o planejamento antecipado é a chave para minimizar perdas e garantir a continuidade das operações.
Estratégias de armazenamento
Entre as soluções recomendadas estão a instalação de reservatórios metálicos, cisternas de polietileno e sistemas de captação de água da chuva. A empresa ressalta que o dimensionamento correto, considerando o consumo e a duração prevista da estiagem, é fundamental para evitar desperdícios e garantir eficiência.
Com a janela de planejamento ainda aberta, a expectativa é que produtores e gestores públicos se antecipem para enfrentar o próximo período seco com mais segurança. A Fortmetal reforça que a prevenção é o melhor investimento contra a crise hídrica.



