Acordo de saída: riscos de não negociar o desligamento
Acordo de saída: riscos de não negociar desligamento

Tratado como mera formalidade por muitos executivos, o acordo de desligamento pode definir quanto do patrimônio construído ao longo de anos permanecerá com o profissional após a saída, afirma Giovana Atarasi Jurca, sócia-fundadora do Atarasi Jurca Advocacia.

O que está em jogo no acordo de desligamento

Segundo a advogada, o documento vai além de uma simples rescisão contratual. Ele estabelece as condições financeiras e legais da separação, incluindo verbas rescisórias, cláusulas de não concorrência, confidencialidade e, em muitos casos, a renúncia a direitos futuros. A falta de negociação cuidadosa pode resultar em perdas significativas.

Riscos comuns ignorados pelos executivos

Jurca destaca que executivos frequentemente subestimam o impacto de cláusulas como a de não concorrência, que pode impedir o profissional de atuar no mesmo mercado por meses ou anos. Além disso, a ausência de assessoria jurídica especializada leva à aceitação de termos desfavoráveis, como prazos de pagamento estendidos ou valores abaixo do devido.

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Patrimônio em risco

“O acordo de saída não é apenas um papel; ele dita o futuro financeiro do executivo. Uma negociação mal feita pode comprometer economias de uma vida inteira”, alerta a especialista. Ela recomenda que o profissional busque suporte jurídico antes de assinar qualquer documento, garantindo que todos os direitos sejam preservados.

Como se preparar para a negociação

A advogada sugere que o executivo levante informações sobre políticas internas da empresa, benefícios acumulados e possíveis pendências. “Conhecimento é poder. Quanto mais informado o profissional estiver, melhores serão os termos que conseguirá negociar”, conclui.

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