A enfermeira Raquel Maria, viúva do tenente da Polícia Militar de Goiás Danilo Lopes Negrão, fez um alerta contundente nas redes sociais sobre os perigos das apostas online. Em vídeo publicado na quarta-feira (22), ela narrou a tragédia que destruiu sua família após o marido desenvolver um vício em bets durante a Copa do Mundo de 2022. “A tragédia é real, é uma tragédia anunciada. Se você puder parar, pare de jogar. Espero muito que vocês não joguem mais. Eu sei que é tentador ver que de alguma forma você pode ganhar um dinheiro, mas não, uma hora vai dar ruim”, afirmou.
Repercussão e mensagens de ajuda
O vídeo viralizou rapidamente, e Raquel passou a receber dezenas de mensagens de pessoas que enfrentam o mesmo problema. Em entrevista ao g1, ela contou que passou a primeira noite após a publicação respondendo pedidos de socorro. “Esse jogo veio para destruir vidas, sim. E é onde a gente menos espera”, declarou. Ela reforçou que o objetivo não é julgar quem aposta, mas alertar: “Não joguem, não joguem com consciência, não joguem pouco, não joguem muito, não joguem nada. Esse jogo não vai te levar para lugar nenhum”.
A dívida e a luta contra o vício
Raquel relatou que Danilo começou a apostar durante a Copa do Mundo de 2022 e acumulou uma dívida de quase R$ 1 milhão. Apesar de levá-lo a terapia, ele não foi diagnosticado com ludopatia – o vício incontrolável em jogos de azar – por não relatar o problema ao profissional. “Ele começou a pegar dinheiro emprestado. A família tentou ajudar de uma certa forma, todo mundo acolheu ele, porque ele teve essa facilidade de contar para família o que ele estava passando. A gente tentou ajudar ele a sair desse vício”, relembrou.
Os primeiros sinais e a morte
O primeiro sinal do vício foram ansiedade e depressão. Danilo morreu sete meses após o início das apostas, aos 41 anos, deixando a esposa e uma filha de oito anos. “Ele era uma pessoa admirável, um homem incrível, um homem honrado, um homem provedor, um homem trabalhador, honesto”, descreveu a viúva. A história serve como um alerta para milhares de famílias que podem estar enfrentando o mesmo drama silenciosamente.



