Grande SP: violência contra mulher sobe 11% em 2026
Violência contra mulher cresce 11% na Grande SP em 2026

A violência contra mulheres na Grande São Paulo registrou aumento expressivo nos primeiros cinco meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Os casos de lesão corporal dolosa contra mulheres passaram de 12.298 (janeiro a maio de 2025) para 13.685 no mesmo intervalo deste ano, uma alta de 11%.

Ameaças e violência psicológica também crescem

Os boletins de ocorrência por ameaça aumentaram 16%, saltando de 15.886 para 18.471 registros. Já a violência psicológica apresentou a maior variação percentual entre os tipos de crime: subiu 19%, passando de 574 casos em 2025 para 684 em 2026.

Os números reforçam uma tendência preocupante na região metropolitana de São Paulo, que concentra a maior parte dos registros do estado. A SSP não detalhou as causas do aumento, mas especialistas apontam que a subnotificação ainda é um desafio e que os dados podem representar apenas uma fração da realidade.

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Caso Cartolouco: agressão gravada por câmeras

Um exemplo recente que ilustra a gravidade do problema é o caso do influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco. Em reportagem exibida no domingo (12) pelo Fantástico, câmeras de segurança flagraram o momento em que ele encosta um cigarro aceso na orelha da então namorada e, em seguida, dá um tapa no rosto dela durante uma discussão em uma rua de São Paulo.

Segundo o relato da vítima ao programa, as agressões começaram meses antes do episódio registrado. Ela afirmou ter sofrido ofensas, tapas, chutes e até uma tentativa de “mata-leão” durante o relacionamento. Após a denúncia, Cartolouco virou réu e responderá por agressão física e violência psicológica. A reportagem também ouviu outras duas ex-namoradas, que relataram episódios semelhantes. Cartolouco nega as acusações.

Impacto e medidas de enfrentamento

O aumento dos indicadores acende alerta para a necessidade de políticas públicas efetivas de prevenção e acolhimento às vítimas. A SSP informou que mantém canais de denúncia, como o 190 e a Delegacia Eletrônica, e que as forças de segurança estão empenhadas no combate a esse tipo de crime. Organizações da sociedade civil reforçam a importância de campanhas educativas e do fortalecimento da rede de apoio.

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