O policial penal Renato Matos Parente, de 30 anos, morreu nesta sexta-feira (3) no Hospital Municipal de Santarém (HMS), no oeste do Pará, após permanecer internado por mais de três meses em estado grave. A confirmação do falecimento foi feita pela família ao g1.
O crime
Renato era apontado pelas investigações como o principal suspeito de ter matado a companheira, Caroline Fontineli Carneiro Pereira, de 26 anos, conhecida nas redes sociais como Caroline Trinca, e, em seguida, atirado contra a própria cabeça. O caso ocorreu dentro de um carro na madrugada do dia 19 de março de 2026, nas proximidades do viaduto de Santarém.
Segundo a Polícia Militar, uma equipe foi acionada inicialmente para atender a uma suposta ocorrência de trânsito. Ao chegar ao local, os policiais encontraram Caroline já sem vida no banco do passageiro, com um ferimento por arma de fogo na cabeça. Renato estava no banco do motorista, também atingido por um disparo na região cefálica.
Socorro e investigação
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e constatou a morte da jovem ainda no local. Renato foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado às pressas ao Pronto-Socorro Municipal, sendo posteriormente transferido para o Hospital Municipal, onde permaneceu sob cuidados intensivos até esta sexta-feira.
A principal linha de investigação da Polícia Civil é de que o policial penal tenha cometido o feminicídio contra a companheira e, logo em seguida, tentado contra a própria vida. O caso foi registrado na 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Santarém, que segue responsável pelo inquérito. No dia 21 de março, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito.
Repercussão
Na época do ocorrido, o crime causou grande repercussão em Santarém e mobilizou viaturas e equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Samu e da perícia criminal. A família de Caroline e Renato, que tinham uma filha de 5 anos, ainda aguarda o desfecho do inquérito.



