Câmeras de segurança registraram a sequência de ataques a facadas que deixou quatro mortos em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira, na terça-feira (23). O sobrevivente Vagner Batista Antônio Ferreira, de 34 anos, contou ao g1 como escapou. “Foi um livramento de Deus. Tenho que agradecer a Ele pela segunda oportunidade de estar vivo”, disse.
Sobrevivente era a segunda vítima
Vagner afirmou ter sido a segunda pessoa atacada por Igor Moreira, de 31 anos. O agressor havia acabado de matar a companheira, Thais Ramos Gonçalves, e foi até a casa vizinha. Vagner foi atingido no pescoço, mas conseguiu lutar e fugir. “Em segundo lugar, quero agradecer às meninas do postinho de saúde perto da minha casa. Foram elas que me deram o primeiro atendimento. Estou bem, graças a Deus”, completou. A expectativa é que ele receba alta do Hospital São João Batista nesta quinta-feira (25).
Vítimas fatais
As quatro pessoas mortas foram sepultadas na quarta-feira (24). Sidnei de Jesus Silva, Alexandre José Ribeiro e Sérgio Adriane dos Santos foram enterrados em Visconde do Rio Branco. Thais Ramos Gonçalves foi sepultada no distrito de Monte Celeste, em São Geraldo. Conheça as vítimas:
- Thais Ramos Gonçalves, 31 anos: professora da rede pública, companheira do agressor e mãe de uma menina. Foi a primeira a ser morta.
- Sidnei de Jesus Silva, 31 anos: trabalhava com serviços gerais, casado e pai de uma menina. Não se sabe se tinha relação com o agressor. Foi o segundo a ser morto.
- Alexandre José Ribeiro, 45 anos: não tinha relação com o agressor. Foi o terceiro a ser morto.
- Sérgio Adriane dos Santos, 55 anos: lavador de carro. Não tinha relação com o agressor. Foi o quarto a ser morto.
O corpo de Igor Moreira foi enterrado sem velório.
Dinâmica do crime
O rastro de violência começou por volta das 14h40 de terça-feira no bairro Coronel Joaquim Lopes. Câmeras de monitoramento mostram Igor Moreira em uma motocicleta roubada, circulando entre os bairros enquanto atacava pessoas. Após matar quatro pessoas, ele foi contido e baleado pela Polícia Militar, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Igor Moreira tinha registros policiais por homicídio, lesão corporal e outros crimes. A motivação dos ataques ainda é investigada.



