A Prefeitura de São Paulo, por meio da SmartCop, ampliou o monitoramento aéreo da cidade com um helicóptero equipado com inteligência artificial para reconhecimento facial e leitura de placas adulteradas. A aeronave tem alcance de até 40 quilômetros e integra uma superplataforma de monitoramento, aumentando a capacidade de observação, resposta e integração da segurança pública na capital paulista.
Como funciona o sistema
O helicóptero utiliza câmeras de alta resolução e sensores que capturam imagens em tempo real. A inteligência artificial processa os dados para identificar rostos de pessoas procuradas e placas de veículos com alterações ou clonagem. O sistema é capaz de cruzar informações com bancos de dados policiais e emitir alertas imediatos para as equipes em solo.
De acordo com a prefeitura, a tecnologia permite uma cobertura ampla e rápida, especialmente em regiões de difícil acesso ou com alta incidência criminal. O alcance de 40 km possibilita o monitoramento de várias zonas da cidade em um único voo.
Impacto na segurança
A implementação do SmartCop aéreo visa reduzir o tempo de resposta a ocorrências e aumentar a eficiência no combate a crimes como roubo de veículos, sequestros e atuação de organizações criminosas. Dados preliminares indicam que a ferramenta já auxiliou na recuperação de veículos e na prisão de suspeitos.
“A inteligência artificial embarcada no helicóptero representa um salto tecnológico para a segurança de São Paulo. Consegue identificar em segundos o que antes demandaria horas de trabalho manual”, afirmou o secretário municipal de Segurança Urbana, em nota oficial.
Integração com outras plataformas
A aeronave não atua de forma isolada: seus dados alimentam a superplataforma de monitoramento da cidade, que reúne câmeras fixas, drones e sensores espalhados por São Paulo. Isso permite que as forças de segurança tenham uma visão integrada e em tempo real das ocorrências.
A iniciativa faz parte do programa SmartCop, que já conta com sistemas de videomonitoramento em pontos estratégicos e reconhecimento facial em estações de transporte público. A expansão para o modal aéreo promete cobrir áreas antes não alcançadas por câmeras terrestres.



