O árbitro somali Omar Artan, que teria se tornado o primeiro de sua nacionalidade a comandar uma partida de Copa do Mundo, teve a entrada recusada nos Estados Unidos, conforme informou um funcionário americano à rede de TV Fox News. A negativa ocorreu no Aeroporto Internacional de Miami na segunda-feira (8), apesar de Artan portar passaporte diplomático e visto de entrada válido.
Motivos da recusa
De acordo com a fonte da administração Trump, o viajante buscava admissão no país, mas após inspeção detalhada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), foram identificadas informações depreciativas, incluindo associação com suspeitos de integrar organizações terroristas. Isso tornou o indivíduo inelegível para entrada nos Estados Unidos sob a Lei de Imigração e Nacionalidade (INA).
"O viajante teve a admissão negada e recebeu formulários de imigração que especificam a seção da lei utilizada para a remoção acelerada, conforme o artigo 8235 da INA. A administração do presidente Trump não permitirá que qualquer ameaça à segurança entre em nosso país – ponto final", declarou a fonte.
Contexto político
A Somália está incluída em uma lista de 12 países sujeitos à proibição de viagem decretada pelo presidente Donald Trump. Essa política restritiva tem gerado controvérsias e debates sobre segurança nacional e direitos humanos.
Reação do árbitro
Ao jornal The New York Times, Omar Artan afirmou que foi interrogado por autoridades de fronteira sobre possíveis vínculos com o grupo militante somali Al Shabab. Ele negou qualquer conhecimento ou envolvimento com a organização, classificando o episódio como "destino".



