Na tarde de sexta-feira (3), a cabo da Polícia Militar da Bahia Celeste Martins Oliveira do Nascimento, de 39 anos, foi morta a tiros dentro do apartamento onde morava com o marido, no bairro do Barbalho, em Salvador. O principal suspeito é o também cabo João Marcelo Araújo Hermano, companheiro da vítima, que se apresentou à polícia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia no domingo (5). O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS) como feminicídio.
Detalhes do crime e da vítima
De acordo com a TV Bahia, Celeste foi atingida por um tiro na nuca enquanto estava sentada no sofá de casa. O corpo da policial foi sepultado no sábado (4) no Cemitério Bosque da Paz. O suspeito, João Marcelo, permanece à disposição da Justiça, mas o local para onde foi transferido não foi divulgado. O processo corre em segredo de Justiça por se tratar de feminicídio. O g1 tenta localizar a defesa do suspeito.
Relação do casal e reação da família
Familiares de Celeste manifestaram surpresa com o crime. A cunhada da vítima, Carine Dias, afirmou à TV Bahia: “Não tem motivo, ele não demonstrou hora nenhuma, eles estavam bem”. O sobrinho Caíque Nascimento também lamentou: “Eu estou em choque porque eu falei com ela um minuto antes”. O casal, que atuava na área de inteligência da PM, estava casado há dois anos e não tinha filhos.
Posicionamento das autoridades
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) manifestou profundo pesar e repúdio, informando que o suspeito se apresentou espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A nota da SSP reafirma o “compromisso no combate a toda e qualquer forma de violência contra a mulher”.
A Polícia Militar da Bahia também emitiu nota lamentando a morte e informando que adotará medidas administrativas. A corporação “reafirma seu compromisso com a legalidade, a preservação da vida e a rigorosa apuração dos fatos”.
Contexto e investigação
O crime ocorreu no bairro do Barbalho, em Salvador. A Polícia Civil, por meio da DHPP, está à frente das investigações, com apoio do Departamento de Polícia Técnica. Até o momento, não foram divulgadas as circunstâncias ou motivação do feminicídio. O caso reforça a preocupação com a violência doméstica, inclusive entre agentes de segurança pública.



