Uma operação policial desvendou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões para facções criminosas, com indícios de conexão com um operador da Al-Qaeda. As investigações revelaram que a estrutura financeira, liderada por pessoas de origem libanesa, prestava serviços ao TCP (Tribunal do Crime do Primeiro Comando da Capital) e também ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Estrutura financeira internacional
Segundo as autoridades, o grupo utilizava uma complexa rede de empresas de fachada e contas no exterior para dar aparência lícita aos recursos obtidos com tráfico de drogas e armas. A ligação com um operador da Al-Qaeda, ainda em fase de apuração, acendeu alerta sobre possível financiamento ao terrorismo. Os investigadores destacaram que a célula libanesa atuava como prestadora de serviços financeiros para as facções, cobrando comissões que variavam entre 5% e 10% do valor movimentado.
Impacto das investigações
A operação, que ainda está em andamento, já resultou na prisão de suspeitos e no bloqueio de bens e contas bancárias. A Polícia Federal estima que o esquema opere há pelo menos cinco anos, com ramificações em pelo menos três estados brasileiros e conexões no Oriente Médio. O caso reforça a necessidade de cooperação internacional para combater o crime organizado transnacional.



