OAB-SP suspende Deolane Bezerra por suposta ligação com PCC
OAB-SP suspende Deolane Bezerra por suposta ligação com PCC

A Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB-SP) decidiu suspender cautelarmente o exercício da advocacia da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. A medida, publicada nesta terça-feira (25), tem efeito imediato e pode vigorar por até 360 dias, enquanto tramita o processo disciplinar contra a profissional.

Motivos da suspensão

Deolane Bezerra está presa desde maio de 2026, acusada pelo Ministério Público de São Paulo de lavagem de dinheiro e de manter relações financeiras com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as investigações, a advogada teria recebido mais de R$ 1 milhão em depósitos suspeitos por meio de uma empresa supostamente ligada à facção criminosa.

A decisão da OAB-SP baseia-se no artigo 70 do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94), que prevê a suspensão preventiva do advogado quando houver indícios de infração disciplinar grave. A comissão de ética da Ordem considerou que o exercício da profissão por Deolane poderia comprometer a imagem da advocacia e interferir nas investigações em andamento.

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Impactos e defesa

Com a suspensão, Deolane fica impedida de atuar em qualquer processo judicial, administrativo ou consultivo, sob pena de multa e agravamento da sanção disciplinar. A influenciadora, que acumula milhões de seguidores nas redes sociais, também não poderá usar o título de advogada publicamente.

A defesa de Deolane Bezerra, em nota, afirmou que “todas as acusações são infundadas” e que a empresa citada pela investigação “exerce atividade lícita e comprovada”. Os advogados da influenciadora informaram que recorrerão da decisão cautelar junto ao Conselho Federal da OAB e que confiam na reversão da medida.

Contexto da prisão

A prisão de Deolane Bezerra ocorreu no âmbito da Operação Tentáculos, deflagrada em maio de 2026 pela Polícia Civil de São Paulo. A ação mirou suspeitos de lavagem de dinheiro para o PCC por meio de empresas de fachada. A influenciadora é apontada como uma das operadoras financeiras da facção, acusação que ela nega veementemente.

Segundo o delegado responsável pelo caso, “as provas colhidas indicam movimentação financeira atípica e vínculos diretos com investigados ligados ao PCC”. A defesa, por sua vez, sustenta que os valores recebidos são decorrentes de contratos legítimos de publicidade e prestação de serviços.

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