Mãe presa por encomendar morte de servidora que acolheu filho no Paraná
Mãe presa por encomendar morte de servidora que acolheu filho

Uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente na sexta-feira (10) acusada de encomendar a morte de uma servidora da Casa Lar de Abatiá, no Norte do Paraná. O crime foi descoberto após o próprio filho dela, um adolescente de 16 anos, denunciar o plano à polícia. A vítima, que não foi ferida, estava na mira da suspeita por suposta culpa pela perda da guarda dos filhos.

Filho denuncia a própria mãe

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), o adolescente estava em uma visita aos pais, autorizada pelo acolhimento, quando a mãe revelou a intenção de matar a funcionária. "A mãe mencionou para o filho: 'Olha, eu estou encomendando a morte da servidora do da Casa Lar'", relatou o delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira. O jovem, desconfiado, pediu para ver as mensagens no celular dela e, ao constatar o plano, procurou a vítima para alertá-la. Juntos, eles foram à delegacia registrar a denúncia.

Investigação e provas

Quando o adolescente e a funcionária procuraram a polícia, as mensagens já haviam sido apagadas do celular da suspeita. No entanto, a investigação conseguiu identificar um intermediário na negociação do crime. "O intermediário foi muito colaborativo. [...] Segundo ele, ele estava tratando para ver até onde a investigada chegaria, se ela realmente pagaria. E, assim, segundo ele, ele levaria em seguida essa informação para a Polícia Civil", explicou o delegado. O intermediário forneceu os prints da conversa, que mostram a suspeita explicando onde a vítima estacionava o carro e negociando o pagamento de R$ 3.000 pelo assassinato: "Vamos deixar para o dia sete, é o dia em que eu recebo", escreveu ela.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Motivação do crime

De acordo com a polícia, a suspeita culpava a servidora pela decisão judicial que retirou a guarda dos três filhos — o adolescente e outras duas crianças —, que foram acolhidos na Casa Lar. "As crianças estariam sofrendo maus-tratos, não estariam tendo alimentação adequada, não estariam tendo o ensino adequado e não estariam frequentando a escola. Teria ali a prática de abandono intelectual e maus-tratos", afirmou o delegado ao explicar o motivo da perda da guarda. A mulher é investigada por tentativa de homicídio qualificado por promessa de recompensa e motivo torpe. Os nomes não foram divulgados para proteger a identidade do adolescente e da vítima.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar