Moradores do bairro Cidade Aracy 2, em São Carlos (SP), enfrentam uma invasão de quatis, que estão cada vez mais presentes nos quintais e telhados das casas. Apesar de sua aparência inofensiva, esses animais silvestres podem transmitir doenças graves e causar danos materiais.
Imagens gravadas pelos moradores mostram os quatis chegando em bando, pulando de um lado para o outro, usando árvores dos quintais para acessar os imóveis em busca de comida. Eles cavoucam e comem até a raiz das bananeiras, derrubando algumas, e reviram a terra e vasos antes de ir embora.
Relatos de moradores
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a doméstica Esmeralda Aparecida Jordão afirmou que os quatis aparecem pela manhã e à tarde. "Eles fazem aquele barulhão, mas só que é bastante barulho. Aí você escuta e vem correndo", disse. A cabeleireira Alessandra Aparecida Zancheta filmou os animais andando no telhado de uma área de lazer. Segundo ela, nos últimos meses cresceu o número de animais na vizinhança, o que gera preocupação pelos riscos à saúde. "Eles são bonitinhos? São. Só que, assim, eles trazem doença, então as pessoas têm que pensar, não colocar a mão nele só porque é bonitinho e pensar que eles trazem muita doença, então a gente não sabe o que fazer, a gente está sendo invadido pelos bichos, quer dizer, os bichos estão tomando conta do nosso quintal", relatou Alessandra.
Causas da aproximação
A diminuição do habitat natural por causa do desmatamento e a falta de alimento são os dois principais fatores que favorecem a presença dos quatis nas casas. As residências do bairro Cidade Aracy 2 ficam na divisa com uma grande área de mata, o que facilita a aproximação dos animais.
Riscos e recomendações
O biólogo Leonardo Seneme Ruy alerta: "Com animais silvestres, a gente sempre busca manter o respeito, a distância, então nunca a proximidade, nunca um contato direto porque pode haver contaminação, transmissão de doenças e o próprio estresse para o animal". Os quatis podem transmitir doenças graves como raiva, leptospirose e infecções por bactérias. Por isso, é ideal descartar os alimentos que eles manipularam e acionar os órgãos competentes, como Polícia Ambiental e bombeiros, para o manejo adequado. "Nunca o próprio cidadão, a população intervir e tentar manejar o contato direto com esse animal", finalizou o biólogo.



