Sirlene Souza Barbosa, de 66 anos, moradora de Hidrolândia, faleceu na segunda-feira (22), mais de 40 dias após sofrer ferimentos e fraturas em um acidente envolvendo um elevador na Clínica São Bernardo, em Aparecida de Goiânia. O acidente ocorreu em 11 de maio.
Detalhes do acidente
Segundo familiares, Sirlene estava dentro do elevador da clínica quando o equipamento despencou. Ela sofreu fraturas no fêmur, na tíbia e no calcanhar e foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Buriti Sereno, sendo posteriormente transferida para o Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia (Heapa).
Internação e complicações
De acordo com a família, Sirlene permaneceu internada por mais de 20 dias até a realização das cirurgias ortopédicas definitivas. O Heapa informou que realizou um procedimento inicial de estabilização no dia da internação e que as demais cirurgias ocorreram após avaliação das condições clínicas da paciente. Após receber alta em 4 de junho, ela retornou para casa, em Hidrolândia. Durante a recuperação, a idosa desenvolveu trombose e precisou ser internada novamente. Na segunda-feira (22), Sirlene foi transferida para o Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara, onde morreu por volta das 12h30.
Reação da família
A neta da vítima, Isabela Borges, afirmou à TV Anhanguera: "Foi uma sucessão de problemas que foi acarretando tudo o que levou ela a falecer. A minha vó queria viver. Um dia antes do acidente foi o Dia das Mães, a gente foi num pesque-pague com ela, ela estava super feliz. Foi um acidente que chegou para destruir a nossa família". A filha da vítima, Rozângela Borges, disse: "Eu espero que seja feita justiça, porque minha mãe não era para estar morta. Minha mãe, se tivesse feito a cirurgia nela na mesma semana, eu creio que ela estaria bem melhor". Rozângela também afirmou que a clínica levou a mãe para a UPA após o acidente, mas que a família considera insuficiente a assistência prestada posteriormente.
Causa da morte
Segundo a certidão de óbito, as causas da morte foram choque séptico de foco pulmonar, congestão pulmonar, doença renal crônica e fratura de fêmur direito. A família acredita que as complicações decorrentes das fraturas contribuíram para o agravamento do quadro clínico. Sirlene fazia tratamento de hemodiálise e também convivia com diabetes.
Posicionamento do Heapa
O Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa) informou, em nota, que Sirlene deu entrada em 11 de maio após sofrer trauma de alta complexidade com múltiplas fraturas no membro inferior direito e histórico de comorbidades. Ainda no dia da internação foi realizado procedimento cirúrgico inicial para estabilização. A paciente permaneceu sob acompanhamento das equipes de Ortopedia, Clínica Médica, Nefrologia e equipe multiprofissional, além de realizar sessões regulares de hemodiálise. As cirurgias definitivas ocorreram nos dias 1º e 2 de junho. A definição das datas levou em consideração a gravidade das lesões, as condições clínicas e a necessidade de melhora das partes moles. Sirlene recebeu alta em 4 de junho e retornou ao ambulatório de ortopedia em 18 de junho para acompanhamento pós-operatório e retirada dos pontos, quando estava estável e sem queixas relevantes. O hospital informou que, até o último atendimento, não havia registro de complicações relacionadas aos procedimentos realizados no Heapa.
Investigação policial
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação. Algumas pessoas já foram ouvidas e os investigadores aguardam a conclusão dos laudos periciais para finalizar o inquérito. A família registrou boletim de ocorrência após o acidente e aguarda a conclusão das investigações para esclarecer as circunstâncias da queda do elevador e eventuais responsabilidades. A reportagem procurou a Clínica São Bernardo e aguarda posicionamento.



