O governo federal autorizou, nesta quarta-feira (17), o emprego das Forças Armadas para prestar suporte logístico às eleições suplementares para governador e vice-governador de Roraima, que ocorrerão no próximo domingo (21). A votação será realizada das 8h às 17h, no horário local. A medida foi oficializada por decreto assinado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).
Entenda o contexto das eleições suplementares
Roraima realizará eleições suplementares porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato do então governador Edilson Damião (União Brasil) e determinou a realização de um novo pleito. Com a saída de Damião, o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio, assumiu o governo interinamente até que a população escolha os novos gestores.
Pedido de apoio logístico
No início de junho, o Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) solicitou apoio logístico de aeronaves ao TSE para transportar as urnas às comunidades isoladas por fortes chuvas no estado. O TRE-RR mapeou as rotas e pediu apoio logístico às Forças Armadas. O plano inclui voos exclusivos para levar urnas eletrônicas, computadores e antenas de transmissão via satélite até as regiões afetadas.
Envio das urnas
Na segunda-feira (15), o TRE-RR iniciou o envio das urnas eletrônicas que serão utilizadas na eleição para cidades do interior. As urnas destinadas à capital têm transporte previsto para sábado (20). Ao todo, 384.582 eleitores estão aptos a votar na eleição suplementar em Roraima. Eles estão distribuídos em 1.483 seções eleitorais, organizadas em 350 locais de votação e nove zonas eleitorais que atendem os 15 municípios.
O voto é obrigatório nas eleições suplementares. Quem não votar nem justificar poderá sofrer multa e outras penalidades — trata-se de uma eleição oficial.



