Feminicídio em BH: inquérito conclui que marido agiu sozinho e premeditou crime
Feminicídio em BH: inquérito conclui que marido agiu sozinho

Inquérito conclui premeditação

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigou o feminicídio da empresária Lídia Nandes da Silva, de 42 anos, morta a tiros pelo marido em maio deste ano, em Belo Horizonte. De acordo com a investigação, Antônio Luis Alves Pereira, de 49 anos, agiu sozinho e premeditou toda a ação. O corpo de Lídia foi encontrado na Avenida Cristiano Machado, no bairro Sagrada Família, Região Noroeste da capital. Após cometer o crime, Luis Alves cometeu suicídio.

Carta de seis páginas

O homem deixou uma carta de seis páginas na qual citava o que iria fazer e o que queria que fosse feito com os filhos e os bens que deixaria. Segundo familiares da vítima, Lídia desejava se separar do marido e, por isso, passou a ser perseguida e a viver um relacionamento abusivo.

Violência psicológica

A delegada Ariadne Elloise Coelho destacou que a violência psicológica "é a mais perigosa, porque ela é sutil e ao mesmo tempo culpabiliza a vítima". "A vítima fica na dúvida se é ela que é a culpada, se é isso mesmo, porque é misturada essa violência acoplada aí com manifestações de proteção, de amor, de cuidado, com promessas de mudança de comportamento, com pedidos de desculpa", completou a delegada.

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Relembre o caso

Segundo a Guarda Municipal, agentes faziam ronda no dia 17 de maio, na Praça Manoel Bandeira, sob o Viaduto Murilo Rubião, quando ouviram disparos de arma de fogo. Encontraram o corpo da mulher debaixo do viaduto da Avenida José Cândido da Silveira. Testemunhas indicaram as características do suspeito, que fugiu a pé. Em seguida, os guardas localizaram o corpo do homem, atingido por um tiro na cabeça, a poucos quarteirões de distância, na Rua João Gualberto Filho.

Suspeito era CAC

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito tinha certificado de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), com uma arma registrada, um revólver calibre 38. No carro dele, foi encontrada outra pistola. A polícia esclareceu que, mesmo ele não podendo ser responsabilizado pelo crime, o órgão deu continuidade às investigações e concluiu o inquérito para dar uma resposta à família de Lídia.

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