Um homem de 51 anos foi dopado com clonazepam e morto por afogamento pela namorada durante um piquenique na zona rural de Patos de Minas, no Triângulo Mineiro. O crime ocorreu no dia 26 de abril e o corpo foi localizado um mês depois. A namorada, de 39 anos, e uma amiga dela, de 51 anos, foram indiciadas por homicídio qualificado com três agravantes: motivo torpe, meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Investigação aponta planejamento de um mês
De acordo com a Polícia Civil, o crime foi preparado ao longo de um mês pela namorada, que executou diretamente o homicídio, e contou com a amiga, que sugeriu o uso de clonazepam para dopar o homem. A vítima teria sido atraída com promessas de compras de fazendas e carros, que nunca foram cumpridas.
Segundo a polícia, para executar o plano, a namorada convenceu o homem a participar de um suposto piquenique em área rural, sob a justificativa de uma “brincadeira” envolvendo o consumo rápido de bebida alcoólica. A mulher também orientou o companheiro a não comentar o encontro com outras pessoas, o que dificultou as buscas iniciais após o desaparecimento.
O crime: dopado e afogado
No dia do crime, o homem ingeriu bebida alcoólica adulterada com aproximadamente meio frasco de clonazepam. Ao passar mal, ele foi até um córrego para lavar o rosto. Nesse momento, foi surpreendido pela namorada, que segurou a cabeça dele debaixo d’água, provocando a morte por afogamento.
Conforme a Polícia Civil, apesar de o laudo de DNA ainda não ter sido concluído, a vítima foi identificada por familiares por meio de características físicas, como roupas, tatuagem e uma falha na arcada dentária.
Indiciamento e processo
A namorada e a amiga foram indiciadas por homicídio qualificado com três agravantes: motivo torpe, meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. O inquérito já foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário, que dará sequência ao processo criminal.



