Após mais de três meses, o detento Izaqueu da Conceição Lima fugiu novamente da Divisão de Estabelecimento Penal Manoel Neri da Silva, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, nesse domingo (28). A fuga ocorreu por volta das 23h30, segundo o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC). O detento já havia escapado do presídio no dia 23 de março e foi recapturado dois dias depois.
Detalhes da fuga e recaptura
Além de Izaqueu, Marcílio Enéias Correia também conseguiu fugir no mesmo dia, mas foi recapturado. Ambos estavam no bloco 2 A da unidade. O Iapen-AC informou que todos os procedimentos administrativos e de investigação já estão sendo adotados para apurar as circunstâncias da fuga, mas não divulgou como os presos conseguiram sair da cela. As equipes continuam as buscas para recapturar o foragido.
Fuga anterior e problemas estruturais
Em março, Izaqueu ficava no bloco 3, cela 16 e saiu pela laje da cela após fazer um buraco na estrutura. Na ocasião, o Iapen-AC detalhou que a captura foi feita por meio de um trabalho integrado entre as forças de segurança. Logo após a constatação da fuga, equipes de segurança iniciaram uma força-tarefa para tentar localizar e recapturar os internos.
No dia 1º de março, seis detentos escaparam do presídio de Cruzeiro do Sul. Segundo informações do diretor da unidade, Elves Barros, os detentos aproveitaram o horário de visitas para fugir, e a forte chuva que atingiu o município também contribuiu. Além disso, o presídio não possui muro. Até o momento, apenas Andersson Galvão da Silva e Taisson Gomes de Souza foram recapturados.
Ação do Ministério Público
A falta de contenção e problemas estruturais apontados há anos levaram o Ministério Público do Acre (MP-AC) a acionar a Justiça para cobrar melhorias na unidade. O órgão pede que o Estado e o Iapen adotem medidas consideradas urgentes para reforçar a segurança do presídio. Entre os pedidos do MP estão a construção de uma muralha no entorno do presídio e a reforma da ala conhecida como Exágono, além de outras intervenções estruturais.
Segundo o órgão, as medidas foram solicitadas após a análise de relatórios de inspeções, documentos oficiais e registros sobre as condições de funcionamento do complexo. Na ação, o MP argumenta que os problemas identificados representam riscos para policiais penais, pessoas privadas de liberdade e para a população. O órgão também pede que sejam adotados mecanismos para garantir o cumprimento das medidas que eventualmente venham a ser determinadas pela Justiça.



