Uma criança de 9 anos foi obrigada a praticar atos sexuais com a própria mãe e o padrasto em Anápolis, região central de Goiás. O casal foi preso na segunda-feira (22) suspeito de estupro de vulnerável, conforme informou a Polícia Civil. A delegada Aline Lopes, responsável pelo caso, afirmou ao g1 que a vítima está traumatizada. “Ela estava muito apavorada, muito traumatizada”, disse a delegada.
Denúncia após acolhimento por familiar
Segundo a delegada, a criança revelou os abusos depois de ficar sob os cuidados de uma familiar. Na ocasião, a menina disse que não queria voltar para casa e contou o que ocorria. “Não queria voltar de jeito nenhum para casa, não queria voltar para o convívio com o padrasto”, afirmou Aline Lopes. A familiar gravou a conversa e procurou a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Na delegacia, a criança passou por atendimento psicológico.
Abusos duravam há pelo menos dois anos
De acordo com a investigação, os atos aconteciam há pelo menos dois anos. Atualmente, a criança vive com o mesmo familiar que fez a denúncia. A vítima foi encaminhada para programas de atendimento psicoterapêuticos para minimizar os danos da violência sofrida. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados, e o g1 não conseguiu localizar a defesa deles.
Vídeos pornográficos e ameaça com faca
Na delegacia, a criança ainda contou que era obrigada a assistir a vídeos pornográficos no celular da mãe e do padrasto. Inicialmente, ambos negaram as acusações. Em depoimento, a mãe tentou justificar, dizendo que mostrou os vídeos para explicar que aquilo era normal. “Não há bom senso nenhum que justifique você mostrar um vídeo pornográfico para uma criança. E a criança relatou que era obrigada a assistir a esses vídeos, que eles diziam que era para ela aprender o que ela tinha que fazer”, destacou a delegada.
Conforme a polícia, durante o atendimento, a criança ainda disse que chegou a ser ameaçada com uma faca pela mãe para que não contasse sobre os abusos a ninguém. Segundo a delegada, além de ser conivente com os abusos do padrasto, a mãe participava dos atos. O casal será indiciado pelo crime de estupro de vulnerável.
Investigação em andamento
As investigações devem durar mais nove dias para serem concluídas, já que a polícia aguarda a extração do conteúdo sexual dos telefones dos suspeitos. A delegada Aline Lopes reforçou a gravidade do caso e a importância do acolhimento da vítima. A criança segue em acompanhamento psicoterapêutico.



